Rolante

Porto Alegre, 26 de maio de 2007

Salve, indiada macanuda!

Neste sábado que passou, resolvi dar uma tropeada pelo litoral. Lasquei, como podes ver no mapa acima, um rumo na direção de Pinhal.

Um tanto antes, no Túnel Verde, lotei os alforjes com mel de primeira. Meio quilo a 5 mangos. Quilo inteiro a 10. Levei uns cinco quilos pra casa. Algo pra distribuir aos amigos. Outro tanto pra gurizada comer, pois o invernaço mostra as garras.

Assim, bem cedito, 09:30 da matina, se fomos. Eu e meu pingo pelo corredor da RS-040. Ontem foi um dia de sol e céu azulão. E temperatura de 6 graus.

Não preciso dizer que estava pilchado bem gaudério. Botaços de couro. Calça e jaqueta de couro também. Capacete fechado, por que aberto só em dia quente.

O pingo, que não se largava pruma campereada dessas há dias - desde setembro de 2006 quando fomos a Córdoba na Argentina - estava loco de faceiro. Bufava com animação. Parecia um potrilho recém-nascido.

E cês sabem que de "cavalo orgulhoso não se tira o fogo, porque no fogo está o alento".

Mira na foto abaixo (clica sobre ela para expandir e aumentar o tamanho de todas), sobre o lombo do flete, os campos lisos da região de Viamão e Capivari.

Mel no túnel verde...

Não me canso de reconhecer a beleza que é o Túnel Verde. Uma extensão enorme de árvores arqueadas, formando um verdadeiro e natural túnel arborizado. A sensação é indescritível e não tem como não dar uma paradinha para sentir o clima. Convém dizer que, imediatamente na saída do mesmo, hay um tradicional paradouro. Vende mel de mata nativa, laranjeira, angico e outras árvores.

Comprei quilos e quilos, conforme descrito lá em riba. Espia as duas fotos:

Rolante...

Pois, então...

Rolante ainda está a muitos quilômetros de distância, hehehehe...

Por que o caminho escolhido foi meio sinuoso. Tive que atalhar das forças imperiais que caçavam este revolucionário, hehehe... Espichei esse passeio mais do que discurso de gago.

Segui direto para Cidreira. Passei pelas retas ladeadas por florestas de eucaliptos. Coisa que deu arrepio nas paletas. Desta cidade litorânea, apontei as orelhas do pingo para Osório. Lá, pela RS-030, fomos no encalço de Santo Antônio da Patrulha, onde aconteceu uma parada na Deocolonia. Compra de rapadura, cocada, pão de rosca de batata-doce e tal.

Rolante: daí chegamos!

Duma estirada só, coisa de uns trinta e poucos quilômetros por estrada asfaltada muito boa!

Rolante, convém lembrar, é a cidade onde Teixeirinha nasceu, lá em 3 de março de 1927. Este cantor popular levou o nome da cidade pra todos os cantos do estado e do país.

Uma entrada com duas pistas laterais para ciclovia. Ao menos, foi isso que me pareceu. Em seguida, em direção ao centro, uma via dupla.

De quem chega, paralelepípedo. Pra quem sai, asfalto.

Sinceramente, não entendi.

Por que fica uma impressão que se valoriza mais quem vai embora do que aquele que chega. Tem um simbolismo aí. Ao menos na minha interpretação. (Pode até ser que um era o caminho inicial, asfaltaram e tal... Mas ainda assim tá estranho, parece fazenda de viúva - mal cuidada).

Um passeio bem agradável pela cidade. O que me chamou atenção foi a tranqüilidade e paz. Gostei. Algumas ruas principais bem calçadas e limpas. Dei algumas circuladas, fotografei e deixo os registros aqui. Mais para que os desgarrados recordem da cidade, por que meu tempo foi pouco para conversar com o pessoal da terra.

Seguem as fotos:

Entrada da cidade e escola da Sagrada Família:


Prefeitura municipal e centro de eventos:

Praça municipal:

Não lembro dos nomes (não anotei!):

Na volta, me lembrei da frase que li no livro Farrapo do Felix Contreiras.

Uma dica para descer a serra:

"Não te apures no repecho, devagar, pelo lançante, na planície ganha o tempo perdido!".

Fica aqui estas pequenas anotações. Se não és de lá, ao menos agora sabe onde fica Rolante. E se quiseres ir, basta alguns quilômetros (ou muitos, se for pela minha rota) e lá está!

Grande abraços

El Cohen