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Dia 20 de setembro. Comemorações da Revolução Farroupilha. Chove como em todos os anos nesta data. Manso, com jeito de ovelha, El GDM ergue-se de sua cama, põe sua pilcha de viagem e, sob água forte, apronta o animal para mais uma estirada. Serão quinhentos quilômetros sob água e frio até Porto Alegre.
El GDM marcha devagarito rumo à saída do povoado e vê, estupefato, dezenas de pessoas carregando avios de mate, cadeiras de armar na direção do desfile patriótico. Passam feito pingo mordendo freio, ansiosos. Chove muito. E ainda assim parece que toda a população da cidade encaminha-se ao evento.
Larga estrada afora. Vai cumprimentando a gauchada emparelhada nas beiradas do corredor. Chama nas esporas a égua Hiena. Um sentimento de chegar logo, de ver a prenda novamente e enrolar-se nos seus braços, de ver a filharada alegre e contente com os regalos comprados, de apontar na porteira e ver a cachorrada latir toma conta.
Chega todo amassado depois do estirão. Estufa o peito. Um alívio incontido desaba no chão feito saco de batatas. A chuva, que foi companheira constante em toda a viagem, é dispensada para outros afazeres. O peão cumpre seu resgate de imergir em campos argentinos. Fez uma legítima gauchada (proeza, façanha).
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