Domingo, costeando o
rio Uruguai até São Borja


Oigalê, chê!

A turma achava que o clima daria um refresco no domingo matinal. Mas qual, quê! O termômetro empacara feito mula nos 35-40 graus. A foto aí de riba é do povo alguns minutos antes de sair do hotel e cruzar a ponte para Argentina. E eu, no cantão direito, garboso feito guri de sapato novo, preparado para mais um dia de fronteira.

Mala de garupa nas ancas do animal, escoltei os amigos até a ponte e virei as fuças da Hiena para Itaqui. Esta cidade fica a uns 100 kms de Uruguaiana, já tendo sido - inclusive - objeto de uma visita minha em 2001, a qual pode ser lida aqui. De maneiras que apenas fotografei o simpático trevo na entrada da cidade e segui à São Borja.

Opaaa... Quase ia me esquecendo da tradicional ponte. Entre Uruguaiana e Itaqui existe uma ponte que, até hoje, permite a passagem de apenas um veículo de cada vez. Isso até lembra aqueles impasses de contos gaudérios, onde só passa um na ponte. Mirem a imagem abaixo:

A chegada em São Borja foi quase ao meio-dia, pois esta cidade está também a outros 100 kms de Itaqui. Quero destacar o serviço do pessoal do DNIT. Alguns dias antes da viagem eu estava preocupado com o estado de trecho de estrada entre Uruguaiana e São Borja. Liguei para eles (55.3412.2723) e a turma me passou informações precisas sobre a situação, inclusive me tranquilizando. Aliás, sempre que for sair de viagem, recomendo visitar dois sites e investigar o item "condições das rodovias": DNIT - estradas nacionais e DAER - estradas regionais.

Confesso que o tirão foi dos brabos até chegar lá. A pobre Hiena pedia água e sombra. Como tenho a pele quase um couro, o sol não me incomodava, exceto pela claridade exagerada. De tempos em tempos, generoso com o pobre animal, me via obrigado a dar algumas paradas em sombras improvisadas. Aliás, quem for fazer este trecho pode esquecer capões ou figueiras. Nos corredores que cruzei, só muito vento e uma ou outra árvore para sombra. Mirem abaixo onde realizei a primeira sesteada:

Lá pelas tantas, parei para examinar uma placa de informações. Quando me virei, minha maior surpresa: um ordinário dum graxaim montou na Hiena e bateu uma foto com a minha câmera! Por Deus e um patacão! Inacreditável? Por supuesto, tenho prova. Não do graxaim, que este quando viu minha aproximação riscou mato adentro. Mas a foto que ele bateu, fiquei com ela. Bispa abaixo como prova da verdade:

Buenas, fica o pé na frente deste monitor, hein? Hehehehe...
Pra conhecer minha passagem por São Borja, clica na coisa abaixo.