Passo Fundo



O território que hoje constitui o município de Passo Fundo fez parte da Província Jesuítica das Missões Orientais do uruguai, sendo então sujeita à jurisdição do povo de São João Batista, cujas ruínas localizavam-se junto à confluência dos Ijuí (rio Ijuí e Ijuizinho), no município de Santo Ângelo.

Foram seu sprimeiros habitantes os índios dos grupos Tupi_guarani e Jê, com destaque para os Kaigangs, chamados de "coroados" pelo colonizador europeu. Em 1827 e 1828 chegaram os primeiros habitantes brancos no futuro território passo-fundense, com família constituída, fazendo-se acompanhar por escravos agregados.

A organização economica, social e política dominante na fase inicial desse povoamento (não oficial) pode ser qualificada por suas princpais características como: latifundiária (com base na grande produção), pastoril (criação pecuária), patriarcal (o pai era o chefe da família e, em geral, tinha vínculo com as forças armadas) e escravocrata (baseada no escravo enquanto mão-de-obra).

Dentre as fazendas onde se formaram núcleos urbanos, uma de grande relevância foi a do Cabo Neves. A fazenda desse cabo de milícias deu origem à cidade de Passo Fundo.

Manoel José das Neves foi o primeiro morador branco de Passo Fundo. Era paulista nascido por volta de 1790. Instalou-se com a família mais ou menos onde está hoje a esquina da rua Uruguai com a rua 10 de Abril. Posteriormente, o cabo Neves edificou sua moradia definitiva na "colina" atuamente proximidades da praça Tamandaré.

Em 1830 chegou ao povoado o capitão Joaquim Fagundes dos Reis, vindo de Cruz Alta para ocupar o cargo de Inspetor do Quarteirão. Desta forma, Joaquim foi a primeira autoridade nomeada pelo Império do Brasil para localmente administrar as terras e as gentes passo-fundenses.

Informações extraídas do Guia Informativo e Turístico de Passo Fundo, editado pela própria prefeitura.

Sugestão: Site Oficial de Passo Fundo

Passo Fundo, 17 de novembro de 2001.

Entonces.

Descemos de Getúlio Vargas para Passo Fundo, a cidade dita "mais gaúcha" do estado.

O loco do patrão vinha animado, "PASSO FUNDO", "PASSO FUNDO", e repetia isso como quem tá meio fascinado (ou chapado, numa gíria nada gauchesca).

Lá pelas tantas, a patroa escrepou-se (irritou-se) e falou:

"- Mas que isso abobalhado? Até parece que viu a boitatá! E é de dia agora. Te ajeita hombre, senon já vamo pará pra tomares um vinho seco!"

(vinho seco para o patrão é punição, por que ele detesta; prefere o suave - e a patroa sabe disso, hehehe)

No que falou em vinho seco o home se transformou e disse que tava era procurando as "placa" da cidade, que é uma confusão pra quem chega de Getúlio Vargas, pois tem entroncamento pra lá, pra cá e cousa e tal. Realmente quem é da terra talvez não tenha percebido, mas foi um tranca-tranca, avança-volta pra saber adonde ir.

Pra ti não te perderes, já vou avisando que tens que passar pelaqui:

O monumento aos Cavaleiros do Mercosul. Quando ele aparecer, pega a esquerda e después a direita. Qualquer cousa pergunta pro cavaleiro aí. Hohoho.


Nota do Cohen: Bigode! O debochado sou eu; tu és o peão-mascote, o símbolo riograndense e gauchesco, a encarnação desenhada (e sem carnes) de nossas tradições e príncipios.

Nota do Terêncio: Ué?! Nós gaúchos também gostamos de uma boa risada.

Pois chegando já foram aparecendo as primeiras atrações, que foram devidamente fotografadas e apresentadas aí embaixo:



explicação do
nome Passo Fundo


O Passo Fundo


CTG Lalau Miranda


vista interna do Lalau


CTG Getúlio Vargas


vista interna do CTG Getúlio


Macanudo isto daí, não?

O CTG Lalau é um enorme dum CTG. Um espação medonho pra dançar e se apresentar. Também me agradou o fato de existir um muro explicando o surgindo do nome da cidade, das viagens dos tropeiros e cousa e tal.

Assim é que se mantém a cultura de um povo.

Ah é, é?!

Pois o patrão não se agradou de algumas coisas que viu na cidade.

Passo Fundo é terra da poderosa UPF. Universidade de Passo Fundo. Poderosa no bom sentido, de méritos conquistados; de ter uma excelente editora de conteúdo sobre nossa terra; de ter professores como Tau Golin; etc.

Mas também é uma cidade de quase 300.000 habitantes; grande; com uma confusão de povo andando pra lá e pra cá que lembra São Paulo ou Porto Alegre. A av. Brasil da cidade lembra e muito a do Rio de Janeiro. Um trânsito muito loco. E o que é pior...

Começa a se esquecer de manter seus símbolos, seus laços culturais.

A começar por aqui:

Estou falando do Museu. O Museu nem é obra do governo estadual nem municipal, mas iniciativa da UPF, o que é louvável. Contudo, não tem quase nada lá de gaúcho. Quem vai nos museus de Santo Ângelo, Pelotas ou de Rio Pardo vê pedaços resgatados de nosso passado gauchesco.

Pois nas cidades acima é prazeiroso passear pelos museus.

E na cidade que se diz mais GAÚCHA, um museu que tem quase nada sobre gauchismo?

E se isso é pouco, vejam a insatisfação de meu patrão diante deste outro ponto turístico da cidade:



vista tenebrosa
da praça abandonada


Explicações da origem


A Unimed


Aí em cima vês, na primeira foto, o chafariz da Mãe Preta, que conta sobre a lenda e diz que quem beber desta água, voltará a Passo Fundo.

Na segunda foto, um close para ver o PÉSSIMO ESTADO de manutenção que se encontra tal lembrança do passado passo-fundense. Sujeira, reboco quebrado, mato, etc.

E na terceira foto, do outro lado da rua, o prédio da Unimed, completamente espelhado, elegante, e coisa e tal.

Mas que insensibilidade é essa da prefeitura que deixa um monumento que consta em seus catálogos turísticos semi-destruído? E como pode o diretorzão da UNIMED passar todo o dia por ali e não bancar a praça com o chafariz? Prega uma placa dizendo "conservado por Unimed" e eu mesmo saio louvando tal atitude por todos os campos do país.

Nota do Cohen: E eu também, Bigode.

Lastimável na terra da UPF, do CTG Lalau Miranda, da cidade mais gaúcha do estado ver símbolos atirados ao mato assim :o(

E também quase não existem casarões como pontos turísticos.

Agora... Estudantes é o que não faltam na cidade.

A la putcha que a patroa, que já foi professora, ficou surpresa com tanta escola. colégio e cousa e tal. Sem falar na UPF, é claro. Espia os locais que vimos a lo largo:



CTG Osório Porto


Inst. Educacional Metodista


Col. Notre Dame


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