Gaurama

O povoamento de Gaurama deu-se somente neste século, aproximadamente 1911. O primeiro nome do povoado foi Barro, possivelmente, devido a um banhado existente na região. Já em 1919, era elevado à categoria de 2º Distrito do Município de Erechim. Quando pelo Decreto Estadual de 1938, todas as sedes de Distritos passaram à vila, Barro também foi enquadrado nesta categoria.

Em 1944, foi alterada a denominação de Barro para Gaurama, acreditando-se que tenha o mesmo sentido na língua indígena. Depois da consulta plebiscitária, Gaurama emancipou-se de Erechim, pela Lei nº 2530 de 15 de dezembro de 1954, levando sua área os Distritos de Gaurama, Áurea e Carlos Gomes. Hoje este Município já colaborou para a formação de um mais novo Município - Viadutos.

Informações extraídas do site da Universidade Regional Integrada - URICER / Banco de Dados"

Gaurama, 15 de novembro de 2001.

A trotezito, no más, o patrão foi nos conduzindo no pingo Chico até a dirección de Marcelino Ramos lá longe. E, na estrada, chegamos na primeira cidade, que se chama Gaurama.

Na verdade, antes dela ainda passamos por algumas cousas que chamavam a atenção. Espia nas fotos abaixo:



Viaduto indicando que estamos chegando em Gaurama

 


CTG Sinuelo das Ervais


Gaurama é bem pequeña, dessas de cruzar a cidade em primeira marcha e já estar do outro lado, mas...

Olhem a maldade.

Dia 15 era feriado.
09:30 da matina.

A igreja Matriz São Luiz Gonzaga no ponto mais alto da cidade, que se formou ao redor de uma colina. Imaginem a situação. Tempo meio úmido, cinza. Feriado. E...

Os alto-falantes da igreja, postados em cada uma das torres, tocando BEEEEEM ALTO "senta no colinho do pai" e outros pagodinhos de fazer alguém chulear pra s'esconder no inferno de Dante.

O patrão quase teve um treco. Não entendia e queria perguntar ao padre por que esta punição ao povo da terra. Com certeza alguma coisa associada a uma igreja alternativa ou pouco pila no hora do dízimo.

E mais... hehehe... não tinha como não ouvir, por que os alto-falantes eram fortes mesmo e alcançavam qualquer ponto da cidade.

Bueno, enquanto o velhaco praguejava contra aquelas músicas bem pouco gauchescas e gaudérias, eu pensava na minha nobre Bibiana. A pensar naquelas frases lidas tempos atrás e como se encaixam perfeitamente com minha doce amada:

Bibiana tinha um rosto redondo, olhos oblíquos e uma boca carnuda em que o lábio inferior era mais espesso que o superior. Havia em seus olhos, bem como na voz, qualquer coisa de noturno e aveludado.

(tome nota dois)

Nota do Cohen: Terêncio! Pelo amor de deus: ou descreves a viagem ou te ponho uma canga pra não fugires toda hora do assunto!

Chô-mico! Mas pra que tanto nervosismo?

Voltando ao assunto, antes que o patrão quarentão se zangue e eu entre num mato sem cachorro (passe dificuldades), sigo descrevendo a cidadezita, que não tem muito a descrever, até por que o diacho passou chispando no pingo Chico.

Nota do Terêncio: Isso tu não dizes, né patrão? Como é que vou descrever a cidade se passaste feito um raio por ela?

Nota do Cohen: Mas deixa de ser abobado, que estavas quase dormindo animal, de tanto falar Bibiana, Bibiana.
E o hospital? E a rua central?

Pois é, bem lembrado. Além da avenida central, que tomei male-male o nome como Rua João Sperb, também passamos pelo hospital Santa Isabel, onde muita gente (de lá) deve ter nascido e agora é boa oportunidade pra rever a construção. Espia nas duas fotos debaixo:



avenida principal

 


hospital Santa Isabel


Bom, se eu pudesse, tinha chimarreado o dia inteiro com o povo por lá, que parecia bem tranquilaço no más. Mas ele queria por que queria apurar a ida, entonces...

Agora clica aqui para ires lá pra cima e escolher mais outra cidade.

Eu recomendo Viadutos, que foi adonde fomos em seguida, na direção de Marcelino Ramos.