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Gaurama
Gaurama, 15 de novembro de 2001. A trotezito, no más, o patrão foi nos conduzindo no pingo Chico até a dirección de Marcelino Ramos lá longe. E, na estrada, chegamos na primeira cidade, que se chama Gaurama. Na verdade, antes dela ainda passamos por algumas cousas que chamavam a atenção. Espia nas fotos abaixo: Gaurama é bem pequeña, dessas de cruzar a cidade em primeira marcha e já estar do outro lado, mas... Olhem a maldade. Dia 15 era feriado. A igreja Matriz São Luiz Gonzaga no ponto mais alto da cidade, que se formou ao redor de uma colina. Imaginem a situação. Tempo meio úmido, cinza. Feriado. E... Os alto-falantes da igreja, postados em cada uma das torres, tocando BEEEEEM ALTO "senta no colinho do pai" e outros pagodinhos de fazer alguém chulear pra s'esconder no inferno de Dante.
O patrão quase teve um treco. Não entendia e queria perguntar ao padre por que esta punição ao povo da terra. Com certeza alguma coisa associada a uma igreja alternativa ou pouco pila no hora do dízimo. E mais... hehehe... não tinha como não ouvir, por que os alto-falantes eram fortes mesmo e alcançavam qualquer ponto da cidade. Bueno, enquanto o velhaco praguejava contra aquelas músicas bem pouco gauchescas e gaudérias, eu pensava na minha nobre Bibiana. A pensar naquelas frases lidas tempos atrás e como se encaixam perfeitamente com minha doce amada:
Bibiana tinha um rosto redondo, olhos oblíquos e uma boca carnuda em que o lábio inferior era mais espesso que o superior. Havia em seus olhos, bem como na voz, qualquer coisa de noturno e aveludado. Nota do Cohen: Terêncio! Pelo amor de deus: ou descreves a viagem ou te ponho uma canga pra não fugires toda hora do assunto! Chô-mico! Mas pra que tanto nervosismo? Voltando ao assunto, antes que o patrão quarentão se zangue e eu entre num mato sem cachorro (passe dificuldades), sigo descrevendo a cidadezita, que não tem muito a descrever, até por que o diacho passou chispando no pingo Chico. Nota do Terêncio: Isso tu não dizes, né patrão? Como é que vou descrever a cidade se passaste feito um raio por ela? Nota do Cohen: Mas deixa de ser abobado, que estavas quase dormindo animal, de tanto falar Bibiana, Bibiana. Pois é, bem lembrado. Além da avenida central, que tomei male-male o nome como Rua João Sperb, também passamos pelo hospital Santa Isabel, onde muita gente (de lá) deve ter nascido e agora é boa oportunidade pra rever a construção. Espia nas duas fotos debaixo: Bom, se eu pudesse, tinha chimarreado o dia inteiro com o povo por lá, que parecia bem tranquilaço no más. Mas ele queria por que queria apurar a ida, entonces... Eu recomendo Viadutos, que foi adonde fomos em seguida, na direção de Marcelino Ramos. |