Viagem de Ida
Rosário do Sul - Alegrete - Uruguaiana - Itaqui
Viagem de Volta


Uruguaiana.

Pois então?!

Vejam esta fotografia aí em cima, onde meu patrão está com a camiseta da XXX Califórnia em frente a ponte que se vai pra Argentina.

Uruguaiana é uma banheira.

NP: Mas Terêncio, o que é isso?! E tu vais logo ofendendo a cidade que tão bem nos tratou?

NT: Patrão, sei que boi lerdo bebe água suja, mas também o apressado come cru. Que tal se tu esperares eu completar?

Uruguaiana é uma banheira.

Daquelas tão esperadas depois de uma semana de lida. Com água no ponto, que dá vontade da gente entrar e nunca mais sair. Aconchegante, agradável, que faz a gente suspirar na hora de sair. Uruguaiana.

NP: Ah... Foi bem, foi bem.

NT: Entonces? E o pedido de desculpas?

NP: Hahahaha.. Isso vai ser mais difícil que telefonar pra surdo. Vivente Terêncio, tu já estás me deixando como cobra que perdeu o veneno (desinquieto, agitado, sem sossego). Toca.

Uruguaiana é uma cidade de avenidas amplas. Uma vai, a outra volta; exceto se for avenida, que daí tem sentido pros dois lados. Aqui parece que as ruas 'stão preparadas para aterrisagem de avião, tão largas são.

E larga é a hospitalidade e cordialidade do povo da fronteira, em especial Uruguaiana.

Isso a gente viu de inhapa, já nas primeiras conversas. Desde o jornaleiro, o guri de rua até o estancieiro, o intelectual. É formação da terra.

Eu até acho que sou de lá!


A GEOGRAFIA

Como eu disse aí em cima, as ruas são largas e espalhadas. A região é plana, entonces se enxerga o final lá na ponta, exceto por uma ou outra coxilha sobre a qual foi construída a cidade.

De mapa na mão, é uma barbada se localizar e ir pra qualquer local.

Aliás, falando em mapa tu tens um aqui:

A maioria das ruas próximas ao centro é asfaltada e... com asfalto decente. E, se perceberem bem o mapa, verão que parece ser uma cidade bem projetada, ao estilo da cidade de Cascavel.

Ah, não conhece Cascavel? Então marca uma data aí na tua agenda. Um dia, quando recebermos um convite, é bem capaz de irmos. Claro, se meu patrão Cohen me permitir.


DO POVO

Oigalê coisa boa quando é pra elogiar.

Pois vou dar um exemplo a vocês:

Esse taura que aparece aí em cima é o Valter, dono da banca de jornal. Meu patrão foi comprar dois jornais e apresentou dez pilas. Como custavam dois reais ao total e o Valter não tinha troco, disse: "- Me pague amanhã, seo Roberto."

Mas hein?! Que me dizem disso? Confiança ainda existe. É verdade que o pila era pequeno, mas ainda assim...

Aqui, em todos os lugares, o povo é cordial. Desde pedindo informações na feira do disco e livro, na rodoviária, onde o pessoal foi buscar papel e caneta pra anotar os pontos de visita ao patrão; ao Ricardo e Colmar Duarte, escritores da cidade; até a menina de 9 anos que atendia em uma loja.

Aliás, quem conhece sabe, o que tem de árabe nas fronteiras do Rio Grande trabalhando no comércio é uma coisa impressionante. O comércio fica aberto até aos domingos - o que é bom pro turista - nas lojas árabes que vendem especialmente roupa.


TURISMO

Aqui se lava a alma.

Na praça principal, a Rio Branco, existe um quiosque de informações turísticas. Outro também no "parcão". E um prospecto simples, mas repleto de informações. Tem um mapa, assinalação dos pontos principais e, de quebra, publicidade de restaurante, hotel e coisa e tal.

E já que estamos falando de turismo, apanha na próxima página minhas principais recomendações.

NP: Muito bem Terêncio, estás melhorando bastante.

» Clica aqui para ver Uruguaiana - Turismo.