Poesia Taperas  

Walter Spalding
gentileza do tal de Beto Coelho!

Humildemente, jazem cheios de heras,
sob a sombra de umbús, nas esplanadas,
do pampa os cenotáfios - as taperas -,
sugestivas ruínas veneradas.

São do guasca altaneiro destas terras
rosário de lembranças de passadas,
de tristes, de felizes, doces eras,
e motivo de lendas encantadas.

São vestígios de alguém que se sumiu,
que gozou, que sofreu, que batalhou,
e que vive ainda, talvez, mas erradio..

Desses sitios amenos onde, outrora,
teve os beijos da china que ele amou,
e onde, triste, a saudade vive agora...