Poesia Natal Pampiano  

Ilton Carlos Dellandréa

O Natal da nossa pampa verdejante
vem sem neve nas copadas dos pinheiros.
Mas querem nos impor um Natal farsante,
Natal de estranhos e de estrangeiros.

O Natal - o nosso - humilde e pequenino
parece um cusco perdido em procissão.
Mas quando nasceu, lá longe, o Deus-Menino,
parece que neve não caía, não!

É triste este Natal arremedando a Corte
e a pompa fria do hemisfério norte
e a cor vermelha do lapão gorducho.

Este ano eu desejo um Natal da gente,
mais verde e mais aconchegante, quente,
e o Papai-Noel pilchado, bem gaúcho.