Getúlio Dornelles Vargas nasceu no dia 19 de abril de 1883, em São Borja
Rio Grande do Sul.
Descendente de tradicional familia gaúcha, tentou, a princípio, a carreira
militar, decidindo-se, mais tarde, pelo Curso de Direito. Foi eleito Deputado
Estadual e, logo depois, Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul,
tornando-se o líder da bancada do seu Estado no Congresso Nacional.
Escolhido para assumir a pasta da Fazenda no Governo Washington Luis,
abdicou deste cargo para disputar o governo do seu Estado. Eleito Presidente
do Rio Grande do Sul, constitui um forte movimento de oposição ao governo
central, reivindicando o fim da corrupção eleitoral atraves da adoção do voto
secreto e universal.
Apoiado pela Aliança Liberal", Getúlio foi candidato à Presidência da
República, tendo sido derrotado nas eleições de 1930 pelo candidato da
situação, Julio Prestes. Líder da Revolução de 1930, destituiu Washington
Luis tornando-se Presidente da República. Uma das reivindicações básicas
das oposições era a convocação de uma Assembleia Constituinte. Getúlio,
entretanto, não se preocupou em convocar esta eleição. Diante disto, em
1932, os paulistas responderam com a Revolução Constitucionalista que,
apesar de derrotada pelas forças do Governo Federal, atingiu os seus
objetivos, já que Getúlio, pressionado pelas circunstâncias, convocou eleições
para a formação da Assembleia Constituinte que, em 1934, indiretamente o
elegeu Presidente da República.
Enfrentando varias posições contrárias ao
seu governo, Vargas, em 10 de novembro de 1937, criou o Estado Novo que
se caracterizou como uma ditadura durante a qual foram tomadas medidas
visando a garantir as leis trabalhistas, o salário mínimo, a garantia no
emprego e a Previdência Social, além da criação das indústrias econômicas e
da Siderurgia Nacional. Em pleno Estado Novo, teve início na Europa a segunda
Guerra Mundial. Assim, no campo da política externa coube a Vargas
declarar guerra ao eixo e ordenar o envio de tropas brasileiras para lutar ao
lado dos aliados. A vitória das nações democráticas comprometeu
sobremaneira o regime ditatorial de Vargas que foi derrubado em 1945.
Retornou à vida pública em 1950, e, pelo voto direto e secreto, foi eleito
novamente Presidente da Republica. As dificuldades econômicas, por que
passava o pais não permitiram que o seu governo transcorresse
tranqüilamente. Getúlio procurou defender no final do seu mandato, uma
política de cunho nacionalista, isto é, voltada para a defesa das riquezas do
país e menor dependência estrangeira, e, dentro desta visão, fundou a
Petrobrás.
Diante das posições assumidas por seus adversários politicos teve início uma
crise que culminou com o crime da Rua Toneleiros, onde veio a falecer o
major Rubens Vaz. Este fato fez crescer ainda mais a reação contra Vargas e
os of iciais generais exigiram o seu afastamento. Getúlio ainda tentou uma
reunião especial do Ministerio, na madrugada de 23 para 24 de agosto,
porém chegou a notícia de que os oficiais mostravam-se irredutíveis e
exigiam a sua renúncia. Incapaz de controlar a situação, Getulio suicidou-se
em 24 de agosto de 1954.