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HISTÓRIA
Os 20 gaúchos do século
Em promoção da RBS TV, durante sete semanas, os gaúchos foram convocados a votar nos principais personagens do Rio Grande do Sul que marcaram este século. Foram espalhadas pelo Estado 360 urnas, que ficaram abertas até o último dia 16. As 1.776.997 cédulas depositadas foram escrutinadas por detentos do Presídio Central de Porto Alegre. A lista dos eleitos foi divulgada ontem no Jornal do Almoço.
O público elegeu os 20 Gaúchos que Marcaram o Século XX votando nos cupons publicados diariamente em Zero Hora. As cédulas também foram distribuídas nas lojas e pontos de venda dos patrocinadores (em Porto Alegre, Panvel, Arca Consórcio, Unisc e Confiança Seguros).
Os eleitores eram auxiliados por uma lista de 45 nomes indicados pela RBS a partir de uma seleção prévia realizada pelos historiadores Luiza Kliemann, Luiz Roberto Lopez e Moacyr Flores, além do jornalista Carlos Urbim. Quem votava podia indicar o número de candidatos e também nomes que não constassem da lista.
Os 20 primeiros colocados serão motivo de programas exibidos na RBS TV. Amanhã, logo depois do Jornal do Almoço, estréia o primeiro número, enfocando a vida e a contribuição do personagem que recebeu a maior quantidade de votos durante a promoção. A eleição dos gaúchos mais influentes do último século do milênio mobilizou a população rio-grandense. Comunidades inteiras realizaram campanhas em favor de seus representantes.
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OS ESCOLHIDOS
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JOSÉ
MARIANO DA ROCHA
Líder estudantil na juventude, José Mariano da Rocha Filho acabou
se tronando fundador e reitor de uma universidade. nascido em Santa maria
em 1915, José Mariano formou-se em Medicina e foi presidente da Federação
dos Estudantes Universitários de Porto Alegre (Feupa). leciounou Microbiologia
na Faculdade de Farmácia de Santa Maria. Em 1945 assumiu a direção da
entidade e começou a conduzir o processo de fundação da UFSM, concretizada
em 1967. |
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ERICO
VERISSIMO
A saga da trilogia O Tempo e o Vento já seria suficiente para inscrever
o nome de Erico Verissimo (1905 - 1975) no panteão dos grandes escritores
universais. Mas sua obra foi além da composição do grande épico gaúcho
com reverberação universal. Erico, nascido em Cruz Alta, tinha uma comprensão
global da existência humana e suas complexidades. Seus personagens, que
incluíam tipos emblemáticos e criaturas contraditórias, garantem a eternidade
de sua obra. |
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MARIO
QUINTANA
Não há dúvidas de que nenhum poeta gaúcho deste século conquistou
notoriedade igual. Seu lirismo brincalhão arrebatou o carinho de leitores
mundo afora. Nascido em 30 de julho de 1906, em Alegrete, adotou Porto
Alegre, cujas ruas, praças e mulheres cantou em versos. Muito tempo depois
de conquistar respeito e fama, foi derrotado em duas tentativas de ingressar
na Academia Brasileira de Letras. O autor de o Caderno H morreu em 5 de
maio de 1994. |
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GETÚLIO
VARGAS
Convicto de sua contribuição marcante, o presidente Getúlio Vargas
escreveu em sua carta-testamento que deixava a vida para entrar na História.
Não era exatamente uma previsão. Em 24 de agosto de 1954, quando se suicidou,
este gaúcho de São Borja já tinha méritos para juntar-se aos grandes nomes
do forjadores da nação btasileira deste século. Com revoluções, ditadura
e eleições diretas, Getúlio representou uma síntese do poder político
da primeira metade deste século no Brasil. |
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LUPICÍNIO
RODRIGUES
Este é o nome da boemia porto-alegrense que foi exportada para o resto
do Brasil amante da boa música popular. Lupicínio rodrigues nasceu em 16
de setembro de 1914, onde hoje é o bairro Cidade Baixa. Sua composições
ganharam versões de vozes famosas, como as de Jamelão, Fancisco Alves,
Linda Batista, Caetano Veloso e Gal Costa. Tinha apenas 12 anos quando
criou suas primeiras canções, mas só em 1951, com Vingança, começou a
ganhar direitor autorais. Morreu em 1974. |
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FRANCISCO
BASTOS
O engenheiro Francisco Martins Bastos foi convidado, em 1938, a assumir
a superintendência técnica da recém instalada Refinaria Ipiranga, em Rio
Grande. Era o começo de uma bem sucedida aventura empresarial. Bastos
acertou em cheio, por exemplo, ao convocar o experiente engenheiro Estebán
Polanski para resolver problemas técnicos e comerciais, elevando a a Ipiranga
a um lugar entre as importantes empresas do setor petrolífero do país.
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ELIS
REGINA
Ela morreu em 19 de janeiro de 1982, deixando uma falha irreparável
na plêiade da Música Popular Brasileira. A menina irrequieta nascida no
bairro IAPI, em Porto Alegre, havia conquistado seu lugar no céu das estrelas
da MPB e ainda provoca saudade em seus fãs. Elis, apelidada de Pimentinha,
era irrefreável quando se indispunha com alguém. Protagonizou brigas gigantescas,
mas também apadrinhou carreiras incipientes, levando à fama gente como
Milton Nascimento. |
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DOM
VICENTE SCHERER
O cardeal Alfredo Vicente Scherer, durante o período 34 anos em
que dirigiu a Arquidiocese de Porto Alegre foi um homem conhecido por
suas posições resolutas. Mas nem seus adversários poderiam duvidar da
sua vocação para defender a fé que abraçou. Depois de deixar o posto de
arcebispo foi eleito Provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia,
função que ocupou até a morte, em 1995. Nasceu em Bom Princípio, dia 5
de fevereiro de 1903. |
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ALBERTO
PASQUALINI
Nascido em 23 de setembro de 1901, em Ivorá, município de Júlio de
Castilhos, Alberto Pasqualini se tornaria um dos mais importantes políticos
da história do Estado do Rio Grande do Sul. Como parlamentar e administrador,
destacou-se sobretudo por suas atividades no setor doutrinário. Membro
do PTB, cunhou uma leitura do trabalhismo marcada por sua formação católica,
que o afastava de correntes mais inclinadas para a esquerda. Morreu em
junho de 1960.
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JOÃO
GOULART
O presidente deposto pelo golpe militar de 30 de março de 1964 foi
um dos personagens mais lembrados pelos votantes. Vitorioso na campanha
da Legalidade, não conseguiu manter-se no poder. Símbolo da democracia
esmagada pela força dos quartéis, Jango, como era chamado, também representou
outra mancha na história brasileira. Obrigado a deixar o país, ele morreu
em 6 de setembro de 1976, em Montevidéu, sendo o primeiro presidente brasileiro
a perecer no exílio. |
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BARBOSA LESSA
Bacharel em Direito, jornalista, publicitário, compositor, folclorista,
historiador e ficcionista, Barbosa Lessa começou a mostrar seus dotes
literários ainda no Colégio Gonzaga, em Pelotas. Nascido em Piratini,
em 1929 fundou, com Paixão Côrtes, o Centro de Tradições Gaúchas 35, dando
início ao movimento tradicionalista no Estado. Entre os cargos públicos
que ocupou está o de titular da Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo.
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PADRE
LANDELL DE MOURA
Roberto Landell de Moura,
nascido em Porto Alegre em janeiro de 1861, amealhou conhecimentos científicos
graças à Igreja Católica. Graduou-se em Física e Química na Universidade
Gregoriana em Roma. Sua formação foi fundamental para a realização de
experiências revolucionárias. Landell de Moura inventou o transmissor
de ondas, o telégrafo e o telefone sem fio, mas foi considerado louco
por seus conterrâneos. Morreu em 30 de junho de 1928. |
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LYA
LUFT
Aos 61 anos, Lya Luft está entre os mais prestigiados autores contemporâneos
da literatura brasileira. Natural de Santa Cruz, há muito tempo mora em
Porto Alegre. Formada em Letras e Pedagogia, desistiu do magistério em
favor da poesia e da ficção, estreando com a coletânea de poemas Canções
de Limiar, em 1963. Com romances como A Asa Esquerda do Anjo, Reunião
de Família e O Quarto Fechado conquistou seu lugar entre os principais
ficcionistas brasileiros da atualidade.
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RUBEM
BERTA
Rubem Maria Berta era um jovem cuja ambição não se limitava a ganhar
dinheiro quando foi escolhido, em 1941, pelo empresário alemão Otto Ernst
Meyer, para ser o primeiro funcionário da Viação Aérea Rio-grandense,
a Varig. Depois da morte de Meyer, Berta tornou-se presidente da empresa
e a comandou por 25 anos. Empreendedor, o administrador remodelou os planos
de rotas e deu início às linhas internacionais da Varig, situando-a entre
as grandes do setor no mundo. |
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PAIXÃO
CÔRTES
Quem chega a Porto Alegre pelo Norte, depara com uma estátua que é o símbolo
da cidade. O viajante incauto pode desconhecer, mas são poucos os moradores
da cidade que ignoram quem serviu de modelo para O Laçador, do escultor
Antônio Caringi. Foi o bigodudo João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, comunicador
e folclorista. Ele começou a se destacar como personagem deste século
em 1947. Como estudante do Julinho, integrou o grupo que fundou o 35 CTG.
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ASSIS
BRASIL
Em 29 de julho de 1857, Joaquim Francisco de Assis Brasil nasceu na estância
de São Gonçalo, em São Gabriel. Depois de uma notável trajetória como
líder político, morreu na Granja de Pedras Altas, em Pinheiro Machado,
no dia 24 de dezembro de 1938. Adversário de Júlio de Castilhos, assumiu
seu papel na oposição concorrendo contra Borges de Medeiros antes da Revolução
de 1923, em que foi o chefe civil dos rebelados. |
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OSVALDO
ARANHA
Oswaldo Euclydes de
Souza Aranha nasceu em 15 de fevereiro de 1894, em Alegrete. Advogado,
professor, estadista e diplomata, destacou-se na função pública como um
dos principais aliados de Getúlio Vargas. Foi um dos líderes da Revolução
de 30. Ocupou os ministérios da Justiça e da Fazenda, foi parlamentar
constituinte e embaixador nos Estados Unidos. Eleito para presidir duas
assembléias da ONU, comandou a votação que decidiu a criação do Estado
de Israel, em 1947.
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TEIXEIRINHA
Vitor Matheus Teixeira
foi o artista mais popular da história da música gaúcha. Gravou 65 discos
e teve 766 canções próprias registradas em vinil. Seu sucesso ampliou-se
para o resto do país e o Exterior. Teixeirinha nasceu em 1926 em Rolante,
então distrito de Taquara, e morreu em 1985, em Porto Alegre. Sua infância
trágica inspirou-o, como na música Coração de Luto. Destacou-se também
no cinema, protagonizando mais de uma dezena de filmes. |
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A.J.
RENNER
Neto de imigrantes alemães, Antônio Jacó Renner foi o fundador, em
1912, da maior rede varejista gaúcha do vestuário, as Casas Renner. Ele
nasceu em Feliz e começou suas atividades em São Sebastião do Caí, investindo
um capital de 100 contos de réis na fabricação de capas para chuva. Em
1914 mudou-se para Porto Alegre e, em 1920, lançou o traje esporte. Três
anos depois passou a confeccionar tecidos. Morreu em dezembro de 1966.
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IEDA
MARIA VARGAS
Em 25 de julho de 1963, a gauchinha de Porto Alegre Ieda Maria Vargas,
de 18 anos, realizou um sonho: foi eleita, em Miami, Miss Universo. Repetir
o feito que a pelotense Yolanda Pereira concretizara em 1930 levou a moça
à glória, com direito a ser recepcionada como uma Seleção campeã mundial.
Na época, chegou a ser convidada para trabalhar no cinema. Ieda recusou.
Seu destino era mais comum. Casou-se em 1968 com José Carlos Athanázio,
com quem tem dois filhos. |
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OUTROS GAÚCHOS
LEMBRADOS
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| Mais
30 personalidades do Rio Grande do Sul mereceram expressiva votação: |
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21 Leonel Brizola
22 Borges de Medeiros
23 Josué Guimarães
24 Vasco Prado
25 Simões Lopes
26 Flores da Cunha
27 Luiz Carlos Prestes
28 Paulo José
29 Dunga
30 Araújo Viana
31 Iberê Camargo
32 Barão de Itararé
33 Zilah Totta
34 Cyro Martins
35 Ernesto Geisel
36 Teresa Noronha
37 Ramiro
Barcellos
38 Pinheiro Machado
39 Walmor Chagas
40 Everaldo
41 Caio Fernando Abreu
42 Tesourinha
43 Tania Rösing
44 Pedro Weingartner
45 Dyonélio Machado
46 Raul Pilla
47 Eurico Lara
48 Honório Lemes
49 Batista Luzardo
50 Maurício Sirotsky 51 Xuxa.
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