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I - Introdução O que é o Tradicionalismo O Gaúcho
O que é o Nativismo Qualidades do Gaúcho

II - A Arte Culinária Festas
Jogos Literatura, Contos, Lendas e Causos
Música Danças

III - História Cronologia Índios

IV - Personagens Políticos Escritores
Tradicionalistas

V - Miscelânea O Chimarrão Indumentária
Pelagem de Animais Hino Rio-grandense
A Estância

VI - Entidades
Rádios CTG's
Entidades Governamentais Outros
Links Sugeridos

VII - Visite
Eventos Locais Históricos
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I - Introdução

  1. O que é o Tradicionalismo?
  2. Apego às tradições e usos antigos.

  3. O que é o Nativismo?
  4. Amor que a pessoa tem pelo chão onde nasceu, onde é nato. Associado ao nativismo, existem duas palavras muito utilizadas: pago, que é onde se nasceu e querência, onde se vive. Exemplo: "Eu sou dos pagos do Alegrete, mas estou aquerenciado em Porto Alegre".

  5. Gaúcho
  6. Nome pelo qual é conhecido o homem do campo na região dos pampas da Argentina, Uruguai e do Rio Grande do Sul e, por extensão, os nascidos neste estado brasileiro.

    Originariamente, o termo foi aplicado, em sentido pejorativo (como sinônimo de ladrão de gado e vadio), aos mestiços e índios, espanhóis e portugueses que naquela região, ainda selvagem, viviam de prear o gado que, fugindo dos primeiros povoamentos espanhóis, se espalhava e reproduzia livremente pelas pastagens naturais. Igualmente livre, sem patrão e sem lei, o gaúcho tornou-se hábil cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira.

    No séc. XVIII, foi o gaúcho brasileiro um instrumento de fixação portuguesa no Brasil meridional, contribuindo para a manutenção das fronteiras com as regiões platinas. Com o estabelecimento das fazendas de gado e com a modificação da estrutura de trabalho, o gaúcho perdeu seus hábitos nômades, enquadrando-se na nova sociedade rural como trabalhador especializado: era o peão das estâncias.

    O reconhecimento de sua habilidade campeira e de sua bravura na guerra fez com que o termo "gaúcho" perdesse a conotação pejorativa. Paralelamente, surgiu uma literatura gauchesca, incorporando as lendas de sua tradição oral e as particularidades dialetais, e exaltando sua coragem, apego à terra, seu amor eliberdade.

  7. Qualidades do Gaúcho
    1. Hospitalidade
    2. Coragem
    3. Nativismo
    4. Respeito à palavra empenhada
    5. Apego aos usos e costumes
    6. Cavalheirismo

II - A Arte

  1. Culinária


  2. Arroz de Carreteiro arroz feito com carne de charque, oriundo da alimentação do povo que movia-se sobre carretas
    Carne de Charque carne de gado bovino, salgada e seca, em mantas
    Churrasco Carne sangrenta assada no espeto sobre as brasas ou labaredas
    Puchero sopão com muito vegetal e carne de peito (às vezes com costela e até lingüíça), mas sem tutano e sem pirão

  3. Festas


  4. Terno de Reis

    Festividade tradicional, sedimentada nos acontecimentos referidos pela Sagrada Escritura e herança que nos legaram os portugueses colonizados. Desenvolve-se, em síntese, assim: O "terno", chegando à frente de uma casa, faz, sempre em versos, a "Saudação" ao dono da residência, solicitando permissão para cantar e, ao mesmo tempo, justificando-se da sua "Chegada". Segue-se, já dentro da habitação e diante do presépio, a louvação, que gira em torno da "anunciação", "nascimento", "estrela guia", "Reis Magos", "adoração", "oferendas", "agradecimento" e "despedida", através de diversas "estações" que iniciam às vésperas do dia 25 de dezembro; dia de Natal; de 25 a primeiro do ano; de primeiro de janeiro a Dia de Reis, e, mesmo, posteriormente.

    O objetivo da visita varia de um terno para o outro; alguns, visam unicamente louvar a memória do menino Jesus. Outros, visam propiciar aos cantadores uma doce retribuição ao desgaste de suas cordas vocais, através de fartos comes e bebes que os donos da casa nunca se esquecem de oferecer.

    Carreira de Bois

    Diversão popular registrada em várias localidades do vale do Jacuí, a Carreira de Bois na "talha" é uma competição de força e adestramento entre bois e touros.

    A denominação Carreira - expressão popular ainda ligada às antigas modalidades competitivas entre bois - não mais denota corrida. Os bois competidores são jungidos em uma canga especial, presa a cambões estirados por alçaprema ou talha, ligada a um palanque irremovível.

    O boi carreiro quase não se afasta do lugar onde está cangado, embora forcejando. Considera-se vencedor o animal que sustentar a canga em posição mais avançada, durante um minuto à frente do outro.

    Em qualquer época, os donos dos animais "atam" a Carreira, isto é, combinam a competição, desde que os bois estejam em condições. Na manhã do dia escolhido, os contratantes tomam várias providências: pesagem dos animais, escolha do terreno propício, colocação da tronqueira ou palanque, com a respectiva escora para a bimbarra ou "talha", colocação do "morto" (tronco enterrado em uma vala), etc.

    A Carreira obedece a regulamentos estipulados oralmente entre os contratantes. Estes escolhem pessoas consideradas idôneas para ajuizar a competição: "o cuidado do mau jogo" e o juiz da Carreira.

    Como outras modalidades de competição, a Carreira reúne torcidas animadíssimas, que aos gritos se desafiam, fazendo apostas em dinheiro. A cancha é, outrossim, ponto de encontro dos vizinhos. Embora as competições ocorram mais frequentemente à tarde, grande número de pessoas já se encontra, pela manhã, no local, onde, em botequim improvisado, comercia comidas e bebidas.

  5. Jogos


  6. Jogo do Osso

    Escolhe-se um chão parelho, nem duro, que faz saltar; nem mole, que acama; nem areento, que enterra o osso.
    É sobre o firme macio, que convém. A cancha com uma braça de largura, chega, e três de comprimento; no meio bota-se uma raia de piola (cordão, barbante), amarrada em duas estaquinhas ou mesmo um risco no chão, serve; de cada cabeça da cancha é que o jogador atira, sobre a raia do centro: este atira daqui para lá, o outro atira de lá pra cá.
    O osso é chamado de taba, que é o osso do garrão de rês vacum. O jogo é só de culo ou suerte. Culo é quando a taba (o osso) cai com o lado arredondado pra baixo; quem atira assim perde logo a parada. Suerte é quando o lado chato fica embaixo: ganha logo e sempre.

    Quer dizer: quem atira culo perde, se é suerte ganha e logo arrasta a parada.
    Ao lado da raia do meio fica o coimeiro que é o sujeito depositário da parada e que a entrega logo ao ganhador. O coimeiro também é quem tira o baralho - para o pulpeiro (dono da pulperia, taberna ou botequim). Quase sempre é algum aldragante (vagabundo) velho e sem-vergonha, dizedor de graças.

    Sete-Em-Porta

    Jogo de cartas, variante do monte. Joga-se com vinte e um ou mais baralhos, em uma caixa da qual o banqueiro tira duas cartas, fazendo-se nestas as apostas. Não ficando reservada ao banqueiro nenhuma carta, a vantagem dele consiste em pagar apenas 50% das apostas quando a carta sai em porta, quer dizer, quando é a primeira a ser tirada, e, além disso, em ganhar, em tal caso, o total apostado na outra carta.

    Truco

    Jogo de cartas entre dois ou quatro parceiros, cada um dos quais recebe três cartas. Quando é apenas entre duas pessoas chama-se truco de mano.

    Bocha

    Este jogo consiste em arremessar, desportivamente, bochas (bolas) de madeira ou de resina sintética, sobre uma cancha de terra batida. Numa disputa, entre duas pessoas, visa-se o lugar mais próximo ao "balim" (pequena bocha), concorrido com arremessos de 4 bochas cada jogador e a posterior contagem dos pontos.

    Inicia-se a jogada com o arremesso do balim pelo jogador que logrou mais pontos na partida anterior. Cabe-lhe, igualmente, o direito de arremessar a primeira bocha. Quando um está no "ponto" (mais próximo do balim), faz com que seu adversário jogue suas bochas até conseguir lugar mais próximo ou acabe as suas bochas.

    O jogo de bocha foi trazido para o Rio Grande do Sul, provavelmente pelos italianos, que têm como seu esporte favorito. O surgimento deste jogo foi na Espanha, onde camponeses espanhóis jogavam com bochas de "pedra-sabão". Posterior aos anos 60, veio a utilização do cerne de madeira, quando o pau-ferro, extremamente duro e pesado, teve o grande domínio das canchas de bochas.

    O jogo de bocha não é tão antigo em nossos pampas, porém é de profunda aceitação em todas as regiões. Os italianos levaram-no para todas as suas colonizações. Este jogo não guarda marcas de machismo. Não disputa coragem nem agilidades. Disputa, desportivamente, a firmeza e o tenteio do pulso, no "arrime" ou precisão de um "tiro", no "bochaço". Antigamente eram permitidas as "lagarteadas" - arremesso livre das bochas pelo ar, invés de rolar. Hoje as regras determinam distâncias específicas para as áreas a serem atingidas pelos bochaços.

    copiado de ABC do Tradicionalismo Gaúcho, de Salvador Fernando Lamberty, ed. Martins Livreiro (recomendo)

  7. Literatura


  8. Literatura, Contos, Lendas e Causos , você irá direto para um página inteira que trata deste item.

  9. Música


  10. Música , você irá direto para um página inteira que trata deste item.

  11. Danças


  12. Chimarrita

    Quando os colonos açorianos, na segunda metade do século XVIII, trouxeram ao Rio Grande do Sul a "Chamarrita", esta dança era então popular no Arquipélago dos Açores e na Ilha da Mandeira. Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a "chamarrita" foi-se amoldando às subsequentes gerações coreográficas, e chegou mesmo a adotar, em princípios de nosso século, a forma de dança de pares enlaçados, como um misto de valsa e chotes. Do Rio Grande do Sul (e de Santa Catarina) a dança passou ao Paraná, a São Paulo, bem como às províncias argentinas de Corrientes e Entre-Rios, onde ainda hoje são populares as variantes "Chamarrita" e "Chamame". A corruptela "Chimarrita" foi a denominação mais usual desta dança, entre os campeiros do Rio Grande do Sul.

    Coreografia: Em seu feitio tradicional, é dança de pares em fileiras opostas. As fileiras se cruzam, se afastam em direções contrárias e tornam a se aproximar, lembrando as evoluções de certas danças tipicamente portuguesas.

    Pézinho

    O "Pézinho" constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais belas danças gaúchas. A melodia, muito popular em Portugual e Açores, veio a gozar de intensa popularidade no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    É necessário frisar que o "Pézinho"é a única dança popular rio-grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, à simples execução da coreografia.

    Coreografia: Na primeira figra, há uma marcação de pés, e na segunda os pares giram em redor de si próprios, tomados pelo braço.

    Rancheira de Carreirinha

    A "Rancheira" constitui uma variante pampeana da "Mazurca".

    Anú

    Dança típica do fandango gaúcho, o "Anú" divide-se em duas partes totalmente distintas: uma para ser cantada, e outra para ser sapateada. Aproxima-se bastante da "Quero-Mana", principalmente pelo passeio cerimonioso que os pares realizam. O período que o "Anú" gozou de maior popularidade, no Rio Grande do Sul, foi em meados do século passado. A partir daí - tal como ocorreu com as demais danças de fandango - foi cedendo lugar às danças de conjunto que surgiam, ou se amoldou às características desta nova geração coreográfica: daí haverem surgido variantes como o "anú de cadena", com nítida influência das danças platinas sob comando. Em princípios deste século já estava em desuso na campanha rio-grandense, permanecendo vestígios, entretanto, nos bailes dos mais afastados rincões da Serra Geral.

    Coreografia: O Anú é legítima dança de pares soltos, mas não independentes. É dança grave (na parte cantada e nos passos cerimoniosos) mas ao mesmo tempo viva e algo pantomímica (mais usuais) que compõe o "Anú" rio-grandense; cada figura pode ser mandada repetir, pelo marcante, à voz de "Outra vez que ainda não vi!"

    Tatú

    O "Tatú" era uma das cantigas do fandango gaúcho (entremeiadas de sapateado). Mesmo após o desaparecimento das danças sapateadas, continou o "Tatú" a existir, sob a forma de uma "décima" popular em todo o Rio Grande do Sul (chama-se "décima", neste estado, a uma história contada em versos). Devido à popularidade com que se cantou a história do Tatú, no Rio Grande do Sul, observou-se, nessa dança do fandango, algo bastante curioso: chegou uma época em que o sapateado passou a se executar simultaneamente com a execução do canto - numa exceção à regra geral de que o canto interrompe a dança no fandango.

    Coreografia: Na primeira parte, os pares, soltos, sapateiam; e na segunda parte, cada par se toma por uma das mãos, para que a mulher gire em torno do próprio corpo ("voltinha-do-meio").


III - História

  1. Cronologia


  2. 1501 Caravelas portuguesas, primeiro e logo depois as espanholas começam a aparecer nas costas gaúchas, mas sem desembarque, porque as praias eram perigosas e não havia portos naturais.
    1531 Os navegantes portugueses Martim Afonso de Souza e Pero Lopes, sem desembarcar nas praias gaúchas, batizam com o nome de Rio Gande de São Pedro a barra que vai permitir mais tarde a passagem de navios do Oceano Atlântico para a Lagoa dos Patos.
    1626 O padre jesuíta Roque Gonzalez de Santa Cruz, nascido no Paraguai, atravessa o rio Uruguai e funda o povo de São Nicolau, assinalando oficialmente a chegada o homem branco ao território gaúcho.
    1634 O padre jesuíta Cristobal de Mendonza Orellana (Cristóvão de Mendonza) introduz o gado nas Missões Orientais, o que vai justificar mais tarde o surgimento do gaúcho.
    1641 Os jesuítas são expulsos do Rio Grande do Sul pelos bandeirantes, depois de fundarem 18 reduções ou povos. Essas aldeias foram todas arrasadas e o gado, um pouco foi escondido ba Vacara dos Pinhais, outro pouco levaram para a Argentina na sua fuga e a maior parte se esparramou, virando "chimarrão", que quer dizer selvagem. Graças ao padre Cristóvão Mendonza, esse gado, que não tinha marca nem sinal, ficou também chamado "orelhano".
    1682 Os bandeirantes estão ocupados com o ouro e as pedras preciosas das Gerais, esquecendo os nossos índios. Voltam então os jesuítas espanhóis ao solo gaúcho, fundando primeiro São Francisco de Borja, hoje a cidade de São Borja, o mais antigo núcleo urbano do Rio Grande do Sul. Entre 1682 a 1701 eles fundaram 8 povos em território gaúcho, dos quais 7 prosperaram que se tornaram os 7 povos das Missões: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Lourença Martin, São João Batista e Santo ângelo Custódio.
    1750 Assinado o Tratado de Madri entre Espanha e Portugal, pelo qual os portugueses dão aos espanhóis a Colônia de Sacramento e recebem em troca os 7 Povos das Missões. Os padres jesuítas espanhóis não se conformam com a troca e os índios missioneiros se revoltam. Vai começar a chamada Guerra das Missões.
    1756 A 7 de fevereiro morre em uma escaramuça o índio José Tiarayu, o Sepé, junto a Sanga da Bica (hoje dentro do perímetro urbano de São Gabriel) morto pelas forças espanholas e portuguesas. Três dias mais tarde ocorre o massacre de Caiboaté (ainda no município de São Gabriel) onde, em uma hora e 10 minutos os exércitos de Espanha e Portugal mataram quase 1.500 índios e tiveram apenas 4 baixas. Em Caiboaté foi vencida a resistência missioneira definitivamente. Ao abandonarem as Missões, os jesuítas carregaram o que puderam e incendiaram lavouras, casas e até igrejas.
    1763 Tropas espanholas invadem o Brasil, apoderando-se do Forte de Santa Tereza e da cidade de Rio Grande e de São José do Norte. No período de dominação espanhola começa a brilhar um herói autenticamente gaúcho: Rafael Pinto Bandeira.
    1776 Os espanhóis são expulsos do Rio Grande. Mas o forte de Santa Tereza jamais foi recuperado. Hoje está em território uruguaio.
    1780 O cearense Domingos José Martins funda em Pelotas a primeira charqueada com características empresariais. Logo as charqueadas vão ser decisivas na economia gaúcha. O negro entra maciçamente no RGS, como escravo das charqueadas.
    1811 Pedro José Vieira, vulgo "Perico, el Bailarín", que era gaúcho de Viamão, acompanhado pelo uruguaio Venâncio Benavidez dá o Grito de Asencio, que é o primeiro grito da independência do Uruguai. Surge o grande herói uruguaio "José Artigas".
    1815 Tropas brasileiras e portuguesas tomam Montevidéu anexando o Uruguai ao Brasil com o nome de Província Cisplatina.
    1824 A 18 de julho desembarcam em Porto Alegre os primeiros 39 colonos alemães. A 25 de julho eles se instalam nas margens do rio dos Sinos, na Real Feitoria do Linho Cânhamo, hoje a cidade de São Leopoldo.
    1835 Explode a Revolução Farroupilha. A 20 de setmbro, os revolucionários comandados por Bento Gonçalves tomam Porto Alegre, capital da Província. As causas são políticas, econômicas, sociais e militares. A Província de São Pedro do Rio Grande do Sul estava arrasada pelas guerras e praticamente abandonada pelo Império do Brasil, meio desgovernado depois da volta de Dom Pedro I a Portugal.
    1836 A 11 de setembro o coronel farrupilha Antonio de Souza Neto, depois de estrondosa vitória sobre as forças imperiais brasileiras no Seival, proclama a República Rio-Grandense.
    Nesse mesmo ano Bento Gonçalves da Silva é aprisionado após a batalha da ilha do Fanfa e enviado com muitos oficiais farrapso ao Rio de Janeiro e depois para o Forte do Mar, na Bahia.
    O governo da nova República se instala em Piratini e Bento Gonçalves da Silva é eleito presidente. Como está preso, assume em seu lugar José Gomes de Vasconcelos Jardim. Piratini é a Capital.
    a continuar

    copiado de Curso de Tradicionalismo Gaúcho, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro (recomendo)



  3. Índios


  4. Charrua Tribo guerreira, indômita, acantonada sobre a Coxinha do Haedo, e dominando o rio Quaraí até o Uruguai e para Leste até o Rio Negro. Eram nômades e derrubavam veados, avestruzes e outros animais com suas boleadeiras de pedras.
    Guarani Habitavam as margens dos rios Jacuí, Ijuí, Ibucuí e Alto Uruguai. Eram agricultores e viviam em grupos de duzentos a trezentos índios. Deixaram-nos também um grande legado: o chimarrão
    Ibiraiara Viviam nos campos de cima da serra e alimentavam-se de frutas, raízes.
    Minuano Eram nômades e derrubavam veados, avestruzes e outros animais com suas boleadeiras de pedras.
    Tapes Viviam no litoral, às margens da Lagoa dos Patos e alimentavam-se basicamente da pesca

IV - Personagens

  1. Políticos


  2. Assis Brasil
    Borges de Medeiros
    Fernando Abbott
    Flores da Cunha
    Getúlio Vargas Getúlio Dornelles Vargas nasceu no dia 19 de abril de 1883, em São Borja Rio Grande do Sul.
    Descendente de tradicional familia gaúcha, tentou, a princípio, a carreira militar, decidindo-se, mais tarde, pelo Curso de Direito. Foi eleito Deputado Estadual e, logo depois, Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul, tornando-se o líder da bancada do seu Estado no Congresso Nacional.
    Escolhido para assumir a pasta da Fazenda no Governo Washington Luis, abdicou deste cargo para disputar o governo do seu Estado. Eleito Presidente do Rio Grande do Sul, constitui um forte movimento de oposição ao governo central, reivindicando o fim da corrupção eleitoral atraves da adoção do voto secreto e universal.
    Apoiado pela Aliança Liberal", Getúlio foi candidato à Presidência da República, tendo sido derrotado nas eleições de 1930 pelo candidato da situação, Julio Prestes. Líder da Revolução de 1930, destituiu Washington Luis tornando-se Presidente da República. Uma das reivindicações básicas das oposições era a convocação de uma Assembleia Constituinte. Getúlio, entretanto, não se preocupou em convocar esta eleição. Diante disto, em 1932, os paulistas responderam com a Revolução Constitucionalista que,apesar de derrotada pelas forças do Governo Federal, atingiu os seus objetivos, já que Getúlio, pressionado pelas circunstâncias, convocou eleições para a formação da Assembleia Constituinte que, em 1934, indiretamente o elegeu Presidente da República. Enfrentando varias posições contrárias ao seu governo, Vargas, em 10 de novembro de 1937, criou o Estado Novo que se caracterizou como uma ditadura durante a qual foram tomadas medidas visando a garantir as leis trabalhistas, o salário mínimo, a garantia no emprego e a Previdência Social, além da criação das indústrias econômicas e da Siderurgia Nacional. Em pleno Estado Novo, teve início na Europa a segunda Guerra Mundial. Assim, no campo da política externa coube a Vargas declarar guerra ao eixo e ordenar o envio de tropas brasileiras para lutar ao lado dos aliados. A vitória das nações democráticas comprometeu sobremaneira o regime ditatorial de Vargas que foi derrubado em 1945.
    Retornou à vida pública em 1950, e, pelo voto direto e secreto, foi eleito novamente Presidente da Republica. As dificuldades econômicas, por que passava o pais não permitiram que o seu governo transcorresse tranqüilamente. Getúlio procurou defender no final do seu mandato, uma política de cunho nacionalista, isto é, voltada para a defesa das riquezas do país e menor dependência estrangeira, e, dentro desta visão, fundou a Petrobrás.
    Diante das posições assumidas por seus adversários politicos teve início uma crise que culminou com o crime da Rua Toneleiros, onde veio a falecer o major Rubens Vaz. Este fato fez crescer ainda mais a reação contra Vargas e os of iciais generais exigiram o seu afastamento. Getúlio ainda tentou uma reunião especial do Ministerio, na madrugada de 23 para 24 de agosto, porém chegou a notícia de que os oficiais mostravam-se irredutíveis e exigiam a sua renúncia. Incapaz de controlar a situação, Getulio suicidou-se em 24 de agosto de 1954.
    PROFESSOR LAURYSTON GOMES PEREIRA GUERRA
    Júlio de Castilhos
    Pinheiro Machado
    Silveira Jardim

  3. Escritores
  4. Ajude-me a montar este item.

  5. Tradicionalistas


  6. Antonio Augusto Fagundes Advogado, compositor nascido em Alegrete. Autor de letras musicais e apresentador do programa "Galpão Crioulo".
    João Cezimbra Jacques Militar, ensaísta nascido em Santa Maria. É o patrono do tradicionalismo gaúcho. Pioneiro da afirmação gaúcha.
    João Simões Lopes Neto Jornalista, teatrólogo, contista, folclorista nascido em Pelotas. Deixou rica obra literária, como Contos Gauchescos, Casos do Romulado, Lendas do Sul.
    João Carlos Paixão Cortes Pesquisador, folclorista, cantor e ensaísta, nascido em Livramento. Ajudou a fundar o CT 35, publicou o "Manual de Danças Gaúchas", extensa produção literária.
    Glauco Saraiva Poeta regionalista nascido em São Jerônimo. Um dos pioneiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Autor da Carta de Princípios do MTG.
    Luiz Carlos Barbosa Lessa Advogado, jornalista, historiador e compositor, nascido em Piratini. Possui obra literária invejável. Foi secretário da cultura do estado, compositor das músicas Negrinho do Pastoreio, Quero-quero, Balseiros do Rio Uruguai, Levanta Gaúcho. Possui vários trabalhos literários.

V - Miscelânea

  1. O Chimarrão
  2. Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de metal. Atribuem-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.

    A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México "capturar" os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay. Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes "borracheras" - porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis.

    As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.

    O comerciante Rômulo Antônio, dono da Casa do Chimarrão, em Passo Fundo, há mais de 20 anos, explica que os paraguaios tomam chimarrão em qualquer tipo de cuia. "Até em copo de geléia", diz. São os únicos que também têm por tradição tomar o chimarrão frio... O "tererê" paraguaio pode ser tomado com gelo e limão, ou utilizando suco de laranja e limonada no lugar da água.
    Antônio explica outras diferenças. Na Argentina e no Uruguai a erva é triturada, ao contrário do Brasil, onde é socada. Nos países do Prata, a erva é mais forte, amarga, recomendada para quem sofre de problemas no fígado.

    copiado do jornal Zero Hora, Reportagem "Cuia de cristal ameaça a tradição", de Lucia Porto, 13/11/96.

  3. Indumentária


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  5. Pelagem de Animais


  6. Alazãocor de canela
    Azulegoum azul quase preto, entremeado de pintas brancas, produzindo um reflexo azulado
    Baiocor de ouro desmaiado
    Barrosocor branca amarelada; há diversas tonalidades: barroso claro, amarelo, fumaça
    Bragadograndes manchas brancas pela barriga
    Brasinovermelho com listras pretas ou quase pretas
    Coloradocor vermelha
    Jaguaréfio do lombo e ventre brancos, e os lados de cor preta ou vermelha
    Lobunoescuro, tirante a cinzento
    Malacaratesta branca, com uma listra da mesma cor que desce até o focinho
    Picaçoanimal preto com a cara, ou cara e pés, de cor branca
    Pangarétom vermelho-escuro ou mais ou menos amarelado, mostrando-se como que desbotado no focinho, no baixo-ventre e em algumas outras regiões
    Rabicanoanimal que tem na cauda fios de cabelos brancos
    Ruanomais claro que alazão, tem cauda, crinas,orelhas e focinho de um amarelo esbranquiçado
    Salinopêlo saplicado de pequeninas manchas brancas, vermelhas ou pretas
    Tobianoescuro com grandes manchas, em geral brancas, formando grande contraste
    Tordilhocor do tordo (sabiá), ou seja, fundo branco encardido salpicado de pequenas manchas mais ou menos negras
    Tostadosemelhante ao alazão, porém mais escuro
    Zainocastanho escuro

  7. Hino Riograndense


  8. Como a aurora precursora
    do farol da divindade,
    foi o Vinte de Setembro
    o precursor da liberdade.

    Estribilho:
    Mostremos valor, constância,
    nesta ímpia e injusta guerra,
    sirvam nossas façanhas
    de modelo a toda terra.

    Entre nós revive Atenas
    para assombro dos tiranos;
    sejamos gregos na glória
    e na virtude, romanos.

    Mas não basta p'ra ser livre
    ser forte, aguerrido e bravo,
    povo que não tem virtude
    acaba por ser escravo.

  9. A Estância


  10. "Estância" quer dizer "lugar de estar", como as estâncias hidrominerais, tão populares, hoje. Mas é também o lugar onde se cria gado para vender, ou seja, trata-se de uma empresa comercial.

    Foi o padre jesuíta quem criou a estância gaúcha. Preocupado com a crise de fome que assolava os Povos, em 1634 o Padre Cristóbal de Mendonza trouxe mil cabeças vacuns desde a Argentina, gado esse que foi distribuído em "estâncias" para o abastecimento dos Povos. Alguns ficavam distantes das Missões, como a de Santa Tecla, hoje no município de Bagé. Para cuidar das estâncias, os jesuítas treinaram a cavalo índios "vaqueros", que logo iriam se somar aquele denso caldo humano do qual vai brotar o Gaúcho.

    Expulsos os jesuítas, muito gado ficou por aqui e o branco - espanhol ou português - foi se adonando de tudo, organizando as suas próprias estâncias. E já registrando "marca" (que era enorme) e "sinal" (cortes específicos nas orelhas dos animais), como persiste até hoje.

    Essas primeiras estâncias tinham como limites os meramente naturais - rios, montes, matos - mas cada um sabia o que era seu e até uma ninhada de tatus assinalados era respeitada escrupulosamente pelos vizinhos... Ademais, os jesuítas muitas vezes mandavam os índios escavar extensos valos, para delimitar áreas de campo, como os que existem ainda hoje na estância Guabijutujá, em Tupanciretã. Depois, com os escravos, vieram as cercas de pedra, existentes ainda hoje, que os serranos chamam de "taipa". Na metade do século XIX aparece a cerca de arame, fazendo a divisa de potreiros, invernadas e postos.

    A estância gaúcha tradicional se compõe das Casas, onde mora o proprietário com sua família, em cujos cômodos gente estranha não põe os pés, a não ser a criadagem "de dentro". O galpão, ou galpões, é exclusividade da peonada, onde cada peão em o seu catre, tarimba ou cama (hoje em dia, beliche) e aonde sempre arde um fogo-de-chão para a roda do mate ou algum churrasquito meio galopeado, quem sabe até de charque. O galpão é um reduto masculino. Mulheres que nasceram e se criaram nas Casas da estância morrem de velhas sem conhecer o interior do galpão... A Casa do Capataz é onde este vive com a família, a meio termo entre as Casas da estância e os galpões. As mangueiras, que podem ser de pedra, de arame, de tábua ou de varejão (troncos) e que incluem a mangueira grande, o curro (ou seringa), o tronco e os bretes, são os currais para encerrar o gado em determinados trabalhos. E, quase sempre, o banheiro, que é grande para o gado (vacuns) e pequeno para o rebanho (ovinos), onde se banham os animais com remédios contra a sarna, o carrapato, etc...

    Junto as Casas, o potreiro da frente, quase sempre despovoado de animais. Atrás do galpão, o piquete, onde se soltam os animais de trabalho ou do "munício" (os que vão ser abatidos para o consumo da estância). Depois, as invernadas, quase todas com nome: Invernada da Tapera, do Coqueiro, do Cerro, do Valo. Nessas invernadas se cuida do gado e numa delas está o parador do rodeio, ponto de reunião da animalada para trabalhos especiais, como aparte e coisas assim.

    Longe das Casas, os postos, que só existem nas estâncias grandes. São o que o nome diz, cuidados por um Posteiro, que mora num rancho com a família. Junto aos matos, ou rio, vive algum Agregado, gente amiga do proprietário que obteve licença para erguer um rancho nos campos deste e tem alguma vaquinha de leite, uma hortinha, galinhas e porcos.

    Hortas e lavouras não são comuns, ou fartas, na estância. O gaúcho sempre foi um comedor de carne. Planta, quando muito, alguma batata-doce, milho, abóbora e melancia. E só.

    O pessoal da estância é o Patrão (e sua família), a gente das Casas (a criadagem, inclusive a cozinheira), o Capataz (e sua família), a peonada, os posteiros e agregados. De primeiro havia também o Maiodormo (administrador) e o Sota-Capataz (logo abaixo do capataz na hierarquia campeira).
    Há trabalhadores especializados que a estância tem ou não. Muitas vezes suas tarefas são deferidas à peonada. São eles: carreteiro, domador, alambrador, tropeiro, peão caseiro ou peão patieiro, poceiro, compositor, carroceiro, lavoureiro, chacareiro, guasqueiro ou trançador. Quando não há alguém habilitado para esses trabalhos, na estância, chama-se alguém. O peão comum é o mensual e o contratado por jornada é o "peão por dia".

    copiado de Curso de Tradicionalismo Gaúcho, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro (recomendo)


VI - Entidades

  1. Rádios
  2. CTG - Centro de Tradições Gaúchas
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  4. Entidades Governamentais
  5. Secretaria do Turismo RS
    Av. Borges de Medeiros 1501, 10 andar, 90119-900 - PA/RS

  6. Outros
  7. Martins Livreiro, editor e livraria. Eu considero o maior manancial de material literário sobre nossa cultura, tradição e costumes. Procure na rua Riachuelo 1273,em Porto Alegre. o CEP é 90.010-271, e os telefones são (051) 227.4613 e 226.7779.

  8. Links Sugeridos
    1. Gaudério's Home Page
    2. Jornal Buenas "Chê"
    3. Site do Governo do Estado do Rio Grande do Sul
    4. Rio Grande do Sul, Brazil
    5. Brazil's South

VII - Visite

  1. Eventos
    1. Janeiro
      • Encontro Nacional de Gaiteiros, Festival de Música, em Nova Bréscia
    2. Abril
      • Festival da Mentira, Festa Popular, em Nova Bréscia
    3. Julho
      • Fenadoce - Feira Nacional do Doce, em Pelotas
      • Ronco do Bugio - Festival de Música , em São Francisco de Paula
      • Festiqueijo - Festival do Queijo, em Carlos Barbosa
      • Festa Nacional do Kiwi, em Farroupilha
      • Coxilha Nativista - Festival de Música, em Cruz Alta
    4. Agosto
      • Coxilha Negra - Festival da Canção Popular e Nativista, em Butiá
      • Festival de Gramado - Cinema Latino, em Gramado
      • Moenda da Canção - Festival de Música, em Santo Antônio da Patrulha
      • Expointer - Exposição Internacional de Animais, em Esteio
    5. Setembro
      • Escaramuça da Canção Gaudéria - Festival de Música, em Triunfo
      • 20 - SEMANA FARROUPILHA - muita atividade em muitos municípios
    6. Outubro
      • Oktoberfest, em Santa Cruz do Sul
      • Feira do Livro, em Porto Alegre
    7. Novembro
      • Canto Alegretense da Canção Gaúcha - Festival de Música, em Alegrete
      • Ponche Verde da Canção Gaúcha - Festival de Música, em Dom Pedrito
      • Musicanto Sul Americano de Nativismo - Festival de Música, em Santa Rosa
      • Festa do Pêssego - Festa popular, em Farroupilha
      • Ciranda Musical Teuto-Riograndense - Festival de Música, em Taquara
      • Rodeio Nacional, em Rolante
      • Aldeia Cancao Nativa - Festival de Música, em Gravataí
      • Rodeio Internacional do Mercosul, em Gravataí
    8. Dezembro
      • Terra e Cor da Canção Nativa - Festival de Música, em Pedro Osório
      • Califórnia da Canção Nativa do RGS, Festival de Música, em Uruguaiana
      • Natal Luz, em Gramado

  2. Locais Históricos
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Esta página é uma homenagem ao chiru César Augusto Guimarães Vidal, amigo que, graças a sua autenticidade, despertou-me o amor às coisas da terra. Saudades de ti.

É isto bagual! Este guasca, independente do arranca-rabo que possa surgir, bate orelha contigo, aceita tua opinião e espera um dia saborearmos juntos uma baita churrasqueada. E ficam elas por elas, tchê!!!