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I - Introdução |
O que é o Tradicionalismo |
O Gaúcho |
O que é o Nativismo |
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II - A Arte |
Culinária |
Festas |
Jogos |
Literatura |
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Música |
Danças |
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III - História |
Cronologia |
Índios |
IV - Personagens |
Políticos |
Escritores |
Tradicionalistas |
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V - Miscelânea |
O Chimarrão |
Indumentária |
Expressões Idiomáticas |
Contos e Lendas |
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Pelagem de Animais |
Hino Rio-grandense |
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VI - Entidades |
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Rádios |
CTG's |
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Entidades Governamentais |
Outros | |
Links Preferidos | ||
VII - Visite | ||
Eventos |
Locais Históricos |
Objetivos desta página: Divulgar a tradição e cultura gaúcha, encorajando o orgulho e respeito dos gaúchos por seu passado. Você está livre para distribuir esta página para objetivos não comerciais. Muitos dos materiais aqui encontrados são marcas comerciais ou direitos autorais de seus proprietários. Esta página possui caráter essencialmente cultural.
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Apego às tradições e usos antigos.
Amor que a pessoa tem pelo chão onde nasceu, onde é nato. Associado ao nativismo, existem duas palavras muito utilizadas: pago, que é onde se nasceu e querência, onde se vive. Exemplo: "Eu sou dos pagos do Alegrete, mas estou aquerenciado em Porto Alegre".
Nome pelo qual é conhecido o homem do campo na região dos pampas da Argentina, Uruguai e do Rio Grande do Sul e, por extensão, os nascidos neste estado brasileiro.
Originariamente, o termo foi aplicado, em sentido pejorativo (como sinônimo de ladrão de gado e vadio), aos mestiços e índios, espanhóis e portugueses que naquela região, ainda selvagem, viviam de prear o gado que, fugindo dos primeiros povoamentos espanhóis, se espalhava e reproduzia livremente pelas pastagens naturais. Igualmente livre, sem patrão e sem lei, o gaúcho tornou-se hábil cavaleiro, manejador do laço e da boleadeira.
No séc. XVIII, foi o gaúcho brasileiro um instrumento de fixação portuguesa no Brasil meridional, contribuindo para a manutenção das fronteiras com as regiões platinas. Com o estabelecimento das fazendas de gado e com a modificação da estrutura de trabalho, o gaúcho perdeu seus hábitos nômades, enquadrando-se na nova sociedade rural como trabalhador especializado: era o peão das estâncias.
O reconhecimento de sua habilidade campeira e de sua bravura na guerra fez com que o termo "gaúcho" perdesse a conotação pejorativa. Paralelamente, surgiu uma literatura gauchesca, incorporando as lendas de sua tradição oral e as particularidades dialetais, e exaltando sua coragem, apego à terra, seu amor e liberdade.
| Arroz de Carreteiro | arroz feito com carne de charque, oriundo da alimentação do povo que movia-se sobre carretas |
| Carne de Charque | carne de gado bovino, salgada e seca, em mantas |
| Churrasco | Carne sangrenta assada no espeto sobre as brasas ou labaredas |
| Puchero | sopão com muito vegetal e carne de peito (às vezes com costela e até lingüíça), mas sem tutano e sem pirão |
Festividade tradicional, sedimentada nos acontecimentos referidos pela Sagrada Escritura e herança que nos legaram os portugueses colonizados. Desenvolve-se, em síntese, assim: O "terno", chegando à frente de uma casa, faz, sempre em versos, a "Saudação" ao dono da residência, solicitando permissão para cantar e, ao mesmo tempo, justificando-se da sua "Chegada". Segue-se, já dentro da habitação e diante do presépio, a louvação, que gira em torno da "anunciação", "nascimento", "estrela guia", "Reis Magos", "adoração", "oferendas", "agradecimento" e "despedida", através de diversas "estações" que iniciam às vésperas do dia 25 de dezembro; dia de Natal; de 25 a primeiro do ano; de primeiro de janeiro a Dia de Reis, e, mesmo, posteriormente.
O objetivo da visita varia de um terno para o outro; alguns, visam unicamente louvar a memória do menino Jesus. Outros, visam propiciar aos cantadores uma doce retribuição ao desgaste de suas cordas vocais, através de fartos comes e bebes que os donos da casa nunca se esquecem de oferecer.
Carreira de BoisDiversão popular registrada em várias localidades do vale do Jacuí, a Carreira de Bois na "talha" é uma competição de força e adestramento entre bois e touros.
A denominação Carreira - expressão popular ainda ligada às antigas modalidades competitivas entre bois - não mais denota corrida. Os bois competidores são jungidos em uma canga especial, presa a cambões estirados por alçaprema ou talha, ligada a um palanque irremovível.
O boi carreiro quase não se afasta do lugar onde está cangado, embora forcejando. Considera-se vencedor o animal que sustentar a canga em posição mais avançada, durante um minuto à frente do outro.
Em qualquer época, os donos dos animais "atam" a Carreira, isto é, combinam a competição, desde que os bois estejam em condições. Na manhã do dia escolhido, os contratantes tomam várias providências: pesagem dos animais, escolha do terreno propício, colocação da tronqueira ou palanque, com a respectiva escora para a bimbarra ou "talha", colocação do "morto" (tronco enterrado em uma vala), etc.
A Carreira obedece a regulamentos estipulados oralmente entre os contratantes. Estes escolhem pessoas consideradas idôneas para ajuizar a competição: "o cuidado do mau jogo" e o juiz da Carreira.
Como outras modalidades de competição, a Carreira reúne torcidas animadíssimas, que aos gritos se desafiam, fazendo apostas em dinheiro. A cancha é, outrossim, ponto de encontro dos vizinhos. Embora as competições ocorram mais frequentemente à tarde, grande número de pessoas já se encontra, pela manhã, no local, onde, em botequim improvisado, comercia comidas e bebidas.
Escolhe-se um chão parelho, nem duro, que faz saltar; nem mole, que acama; nem areento, que enterra
o osso.
É sobre o firme macio, que convém. A cancha com uma braça de largura, chega, e três de comprimento;
no meio bota-se uma raia de piola (cordão, barbante), amarrada em duas estaquinhas ou mesmo um risco no
chão, serve; de cada cabeça da cancha é que o jogador atira, sobre a raia do centro: este atira daqui para lá,
o outro atira de lá pra cá.
O osso é chamado de taba, que é o osso do garrão de rês vacum. O jogo é só de culo ou suerte.
Culo é quando a taba (o osso) cai com o lado arredondado pra baixo; quem atira assim perde logo a
parada. Suerte é quando o lado chato fica embaixo: ganha logo e sempre.
Quer dizer: quem atira culo perde, se é suerte ganha e logo arrasta a parada.
Ao lado da raia do meio fica o coimeiro que é o sujeito depositário da parada e que a entrega logo ao
ganhador. O coimeiro também é quem tira o baralho - para o pulpeiro (dono da pulperia, taberna ou botequim).
Quase sempre é algum aldragante (vagabundo) velho e sem-vergonha, dizedor de graças.
Jogo de cartas, variante do monte. Joga-se com vinte e um ou mais baralhos, em uma caixa da qual o banqueiro tira duas cartas, fazendo-se nestas as apostas. Não ficando reservada ao banqueiro nenhuma carta, a vantagem dele consiste em pagar apenas 50% das apostas quando a carta sai em porta, quer dizer, quando é a primeira a ser tirada, e, além disso, em ganhar, em tal caso, o total apostado na outra carta.
TrucoJogo de cartas entre dois ou quatro parceiros, cada um dos quais recebe três cartas. Quando é apenas entre duas pessoas chama-se truco de mano.
BochaEste jogo consiste em arremessar, desportivamente, bochas (bolas) de madeira ou de resina sintética, sobre uma cancha de terra batida. Numa disputa, entre duas pessoas, visa-se o lugar mais próximo ao "balim" (pequena bocha), concorrido com arremessos de 4 bochas cada jogador e a posterior contagem dos pontos.
Inicia-se a jogada com o arremesso do balim pelo jogador que logrou mais pontos na partida anterior. Cabe-lhe, igualmente, o direito de arremessar a primeira bocha. Quando um está no "ponto" (mais próximo do balim), faz com que seu adversário jogue suas bochas até conseguir lugar mais próximo ou acabe as suas bochas.
O jogo de bocha foi trazido para o Rio Grande do Sul, provavelmente pelos italianos, que têm como seu esporte favorito. O surgimento deste jogo foi na Espanha, onde camponeses espanhóis jogavam com bochas de "pedra-sabão". Posterior aos anos 60, veio a utilização do cerne de madeira, quando o pau-ferro, extremamente duro e pesado, teve o grande domínio das canchas de bochas.
O jogo de bocha não é tão antigo em nossos pampas, porém é de profunda aceitação em todas as regiões. Os italianos levaram-no para todas as suas colonizações. Este jogo não guarda marcas de machismo. Não disputa coragem nem agilidades. Disputa, desportivamente, a firmeza e o tenteio do pulso, no "arrime" ou precisão de um "tiro", no "bochaço". Antigamente eram permitidas as "lagarteadas" - arremesso livre das bochas pelo ar, invés de rolar. Hoje as regras determinam distâncias específicas para as áreas a serem atingidas pelos bochaços.
copiado de ABC do Tradicionalismo Gaúcho, de Salvador Fernando Lamberty, ed. Martins Livreiro (recomendo)
A lista a seguir não possui textos exclusivamente tradicionalistas, mas é uma homenagem a todos os homens e mulheres que escrevem a história deste Rio Grande.
Música
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Quando os colonos açorianos, na segunda metade do século XVIII, trouxeram ao Rio Grande do Sul a "Chamarrita", esta dança era então popular no Arquipélago dos Açores e na Ilha da Mandeira. Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a "chamarrita" foi-se amoldando às subsequentes gerações coreográficas, e chegou mesmo a adotar, em princípios de nosso século, a forma de dança de pares enlaçados, como um misto de valsa e chotes. Do Rio Grande do Sul (e de Santa Catarina) a dança passou ao Paraná, a São Paulo, bem como às províncias argentinas de Corrientes e Entre-Rios, onde ainda hoje são populares as variantes "Chamarrita" e "Chamame". A corruptela "Chimarrita" foi a denominação mais usual desta dança, entre os campeiros do Rio Grande do Sul.
Coreografia: Em seu feitio tradicional, é dança de pares em fileiras opostas. As fileiras se cruzam, se afastam em direções contrárias e tornam a se aproximar, lembrando as evoluções de certas danças tipicamente portuguesas.
PézinhoO "Pézinho" constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais belas danças gaúchas. A melodia, muito popular em Portugual e Açores, veio a gozar de intensa popularidade no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
É necessário frisar que o "Pézinho"é a única dança popular rio-grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, à simples execução da coreografia.
Coreografia: Na primeira figra, há uma marcação de pés, e na segunda os pares giram em redor de si próprios, tomados pelo braço.
Rancheira de CarreirinhaA "Rancheira" constitui uma variante pampeana da "Mazurca".
AnúDança típica do fandango gaúcho, o "Anú" divide-se em duas partes totalmente distintas: uma para ser cantada, e outra para ser sapateada. Aproxima-se bastante da "Quero-Mana", principalmente pelo passeio cerimonioso que os pares realizam. O período que o "Anú" gozou de maior popularidade, no Rio Grande do Sul, foi em meados do século passado. A partir daí - tal como ocorreu com as demais danças de fandango - foi cedendo lugar às danças de conjunto que surgiam, ou se amoldou às características desta nova geração coreográfica: daí haverem surgido variantes como o "anú de cadena", com nítida influência das danças platinas sob comando. Em princípios deste século já estava em desuso na campanha rio-grandense, permanecendo vestígios, entretanto, nos bailes dos mais afastados rincões da Serra Geral.
Coreografia: O Anú é legítima dança de pares soltos, mas não independentes. É dança grave (na parte cantada e nos passos cerimoniosos) mas ao mesmo tempo viva e algo pantomímica (mais usuais) que compõe o "Anú" rio-grandense; cada figura pode ser mandada repetir, pelo marcante, à voz de "Outra vez que ainda não vi!"
TatúO "Tatú" era uma das cantigas do fandango gaúcho (entremeiadas de sapateado). Mesmo após o desaparecimento das danças sapateadas, continou o "Tatú" a existir, sob a forma de uma "décima" popular em todo o Rio Grande do Sul (chama-se "décima", neste estado, a uma história contada em versos). Devido à popularidade com que se cantou a história do Tatú, no Rio Grande do Sul, observou-se, nessa dança do fandango, algo bastante curioso: chegou uma época em que o sapateado passou a se executar simultaneamente com a execução do canto - numa exceção à regra geral de que o canto interrompe a dança no fandango.
Coreografia: Na primeira parte, os pares, soltos, sapateiam; e na segunda parte, cada par se toma por uma das mãos, para que a mulher gire em torno do próprio corpo ("voltinha-do-meio").
| 1501 | Caravelas portuguesas, primeiro e logo depois as espanholas começam a aparecer nas costas gaúchas, mas sem desembarque, porque as praias eram perigosas e não havia portos naturais. |
| 1531 | Os navegantes portugueses Martim Afonso de Souza e Pero Lopes, sem desembarcar nas praias gaúchas, batizam com o nome de Rio Gande de São Pedro a barra que vai permitir mais tarde a passagem de navios do Oceano Atlântico para a Lagoa dos Patos. |
| 1626 | O padre jesuíta Roque Gonzalez de Santa Cruz, nascido no Paraguai, atravessa o rio Uruguai e funda o povo de São Nicolau, assinalando oficialmente a chegada o homem branco ao território gaúcho. |
| 1634 | O padre jesuíta Cristobal de Mendonza Orellana (Cristóvão de Mendonza) introduz o gado nas Missões Orientais, o que vai justificar mais tarde o surgimento do gaúcho. |
| 1641 | Os jesuítas são expulsos do Rio Grande do Sul pelos bandeirantes, depois de fundarem 18 reduções ou povos. Essas aldeias foram todas arrasadas e o gado, um pouco foi escondido ba Vacara dos Pinhais, outro pouco levaram para a Argentina na sua fuga e a maior parte se esparramou, virando "chimarrão", que quer dizer selvagem. Graças ao padre Cristóvão Mendonza, esse gado, que não tinha marca nem sinal, ficou também chamado "orelhano". |
| 1682 | Os bandeirantes estão ocupados com o ouro e as pedras preciosas das Gerais, esquecendo os nossos índios. Voltam então os jesuítas espanhóis ao solo gaúcho, fundando primeiro São Francisco de Borja, hoje a cidade de São Borja, o mais antigo núcleo urbano do Rio Grande do Sul. Entre 1682 a 1701 eles fundaram 8 povos em território gaúcho, dos quais 7 prosperaram que se tornaram os 7 povos das Missões: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Lourença Martin, São João Batista e Santo ângelo Custódio. |
| a continuar |
copiado de Curso de Tradicionalismo Gaúcho, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro (recomendo)
| Charrua | Tribo guerreira, indômita, acantonada sobre a Coxinha do Haedo, e dominando o rio Quaraí até o Uruguai e para Leste até o Rio Negro. Eram nômades e derrubavam veados, avestruzes e outros animais com suas boleadeiras de pedras. |
| Guarani | Habitavam as margens dos rios Jacuí, Ijuí, Ibucuí e Alto Uruguai. Eram agricultores e viviam em grupos de duzentos a trezentos índios. Deixaram-nos também um grande legado: o chimarrão |
| Ibiraiara | Viviam nos campos de cima da serra e alimentavam-se de frutas, raízes. |
| Minuano | Eram nômades e derrubavam veados, avestruzes e outros animais com suas boleadeiras de pedras. |
| Tapes | Viviam no litoral, às margens da Lagoa dos Patos e alimentavam-se basicamente da pesca |
| Assis Brasil | |
| Borges de Medeiros | |
| Fernando Abbott | |
| Flores da Cunha | |
| Getúlio Vargas | Getúlio Dornelles Vargas nasceu no dia 19 de abril de 1883, em São Borja
Rio Grande do Sul. Descendente de tradicional familia gaúcha, tentou, a princípio, a carreira militar, decidindo-se, mais tarde, pelo Curso de Direito. Foi eleito Deputado Estadual e, logo depois, Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul, tornando-se o líder da bancada do seu Estado no Congresso Nacional. Escolhido para assumir a pasta da Fazenda no Governo Washington Luis, abdicou deste cargo para disputar o governo do seu Estado. Eleito Presidente do Rio Grande do Sul, constitui um forte movimento de oposição ao governo central, reivindicando o fim da corrupção eleitoral atraves da adoção do voto secreto e universal. Apoiado pela Aliança Liberal", Getúlio foi candidato à Presidência da República, tendo sido derrotado nas eleições de 1930 pelo candidato da situação, Julio Prestes. Líder da Revolução de 1930, destituiu Washington Luis tornando-se Presidente da República. Uma das reivindicações básicas das oposições era a convocação de uma Assembleia Constituinte. Getúlio, entretanto, não se preocupou em convocar esta eleição. Diante disto, em 1932, os paulistas responderam com a Revolução Constitucionalista que, apesar de derrotada pelas forças do Governo Federal, atingiu os seus objetivos, já que Getúlio, pressionado pelas circunstâncias, convocou eleições para a formação da Assembleia Constituinte que, em 1934, indiretamente o elegeu Presidente da República. Enfrentando varias posições contrárias ao seu governo, Vargas, em 10 de novembro de 1937, criou o Estado Novo que se caracterizou como uma ditadura durante a qual foram tomadas medidas visando a garantir as leis trabalhistas, o salário mínimo, a garantia no emprego e a Previdência Social, além da criação das indústrias econômicas e da Siderurgia Nacional. Em pleno Estado Novo, teve início na Europa a segunda Guerra Mundial. Assim, no campo da política externa coube a Vargas declarar guerra ao eixo e ordenar o envio de tropas brasileiras para lutar ao lado dos aliados. A vitória das nações democráticas comprometeu sobremaneira o regime ditatorial de Vargas que foi derrubado em 1945. Retornou à vida pública em 1950, e, pelo voto direto e secreto, foi eleito novamente Presidente da Republica. As dificuldades econômicas, por que passava o pais não permitiram que o seu governo transcorresse tranqüilamente. Getúlio procurou defender no final do seu mandato, uma política de cunho nacionalista, isto é, voltada para a defesa das riquezas do país e menor dependência estrangeira, e, dentro desta visão, fundou a Petrobrás. Diante das posições assumidas por seus adversários politicos teve início uma crise que culminou com o crime da Rua Toneleiros, onde veio a falecer o major Rubens Vaz. Este fato fez crescer ainda mais a reação contra Vargas e os of iciais generais exigiram o seu afastamento. Getúlio ainda tentou uma reunião especial do Ministerio, na madrugada de 23 para 24 de agosto, porém chegou a notícia de que os oficiais mostravam-se irredutíveis e exigiam a sua renúncia. Incapaz de controlar a situação, Getulio suicidou-se em 24 de agosto de 1954. PROFESSOR LAURYSTON GOMES PEREIRA GUERRA |
| Júlio de Castilhos | |
| Pinheiro Machado | |
| Silveira Jardim |
Ajude-me a montar este item.
| Antonio Augusto Fagundes | Advogado, compositor nascido em Alegrete. Autor de letras musicais e apresentador do programa "Galpão Crioulo". |
| João Cezimbra Jacques | Militar, ensaísta nascido em Santa Maria. É o patrono do tradicionalismo gaúcho. Pioneiro da afirmação gaúcha. |
| João Simões Lopes Neto | Jornalista, teatrólogo, contista, folclorista nascido em Pelotas. Deixou rica obra literária, como Contos Gauchescos, Casos do Romulado, Lendas do Sul. |
| João Carlos Paixão Cortes | Pesquisador, folclorista, cantor e ensaísta, nascido em Livramento. Ajudou a fundar o CT 35, publicou o "Manual de Danças Gaúchas", extensa produção literária. |
| Glauco Saraiva | Poeta regionalista nascido em São Jerônimo. Um dos pioneiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Autor da Carta de Princípios do MTG. |
| Luiz Carlos Barbosa Lessa | Advogado, jornalista, historiador e compositor, nascido em Piratini. Possui obra literária invejável. Foi secretário da cultura do estado, compositor das músicas Negrinho do Pastoreio, Quero-quero, Balseiros do Rio Uruguai, Levanta Gaúcho. Possui vários trabalhos literários. |
Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de metal. Atribuem-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.
| Barbicacho | cordão de couro entrançado que, tendo as extremidades presas ao chapéu, passa por baixo do queixo, segurando aquele à cabeça |
| Bombacha | calças muito largas, apertadas acima dos tornozelos por meio de botões; muito usada pelos campeiros |
| Cabrestilho | correia estreita de couro, ou corrente de metal, que prende a espora ao pé |
| Chiripá | vestimenta sem costura, usada outrora pelos homens do campo; constava de um metro e meio de fazenda, que, passando por entre as pernas, era presa à cintura, nas extremidades, por uma cinta de couro ou pelo tirador |
| Poncho | espécie de capa grossa - geralmente de pano azul e forrada de baeta vermelha - cortada de modo arredondado e com pequena abertura no centro, pelo qual se enfia o pescoço |
| Pala | poncho leve, de brim, merinó, lã, ou até de seda, de feitio qadrilátero e com as extremidades franjadas |
| Guaiaca | cinto largo de couro - ordinariamente com bordados e às vezes enfeitado de moedas de prata e ouro - com bolsos para guardar dinheiro e pequenos objetos, e uma parte em que se carregam armas |
| Tirador | espécie de avental de sola macia, ou de couro cru, que o laçador usa a fim de proteger as calças ou as bombachas dos danos que poderia ocasionar o atrito do laço, no momento de prender com este animal |
Foi assim: num tempo muito antigo, muito, houve uma noite tão comprida que pareceu que nunca mais
haveria luz do dia. Noite escura como breu, sem lume no céu, sem vento, sem serenada e sem rumores, sem
cheiro dos pastos maduros nem das flores da mataria.
Os homens viveram abichornados, na tristeza dura; e porque churrasco não havia, não mais sopravam
labaredas nos fogões e passavam comendo canjica insossa; os borralhos estavam se apagando e era precisopoupar os tições... Os olhos andavam tão enfarados da noite, que ficavam parados, horas e horas, olhando sem
ver as brasas somente, porque as faíscas, que alegram, não saltavam, por falta do sopro forte de bocas
contentes.
Naquela escuridão fechada nenhum tapejara seria capaz de cruzar pelos trilhos do campo, nenhum flete crioulo
teria faro nem ouvido nem vista para abter na querência; até nem sorro daria no seu próprio rastro!
E a noite velha ia andando... ia andando...
Minto:
No meio do escuro e do silêncio morto, de vez em quando, ora duma banda ora doutra, de vez em quando uma
cantiga forte, de bicho vivente, furava o ar: era o téu-téu ativo, que não dormia desde o entrar do último sol e
que vigiava sempre, esperando a volta do sol novo, que devia vir e que tardava tanto já...
Só o téu-téu de vez em quando cantava; o seu - quero-quero! - tão claro, vindo de lá do fundo da escuridão,
ia se aguentando a esperança dos homens, amontoados no redor avermelhado das brasas. Fora disto, tudo o
mais era silêncio; e de movimento, então, nem nada.
Minto:
Na última tarde em que houve sol, quando o sol ia descambando para o outro lado das coxilhas, rumo do
minuano, e de onde sobe a estrela-d'alva, nessa última tarde também desabou uma chuvarada tremenda; foi
uma manga d'água que levou um tempão a cair, e durou... e durou...
Os campos foram inundados; as lagoas subiram e se largaram em fias coleando pelos tacuruzais e banhados,
que se juntaram, todos, num; os passos cresceram e todo aquele peso d'água correu para as sangas e das sangas
para os arroios, que ficaram bufando, campo fora, campo fora, afogando as canhadas, batendo no lombo das
coxilhas. E nessas coroas é que ficou sendo o paradouro da animalada, tudo misturado, no assombro. E eram
terneiros e pumas, tourada e potrilhos, perdizes e guaraxains, tudo amigo, de puro medo. E então!...
Nas copas dos butiás vinham encostar-se bolos de formigas; as cobras se enroscavam na enrediça dos
aguapés; e nas estivas do santa-fé e das tiriricas boiavam os ratões e outros miúdos.
E, como a água encheu todas as tocas, entrou também na da cobra-grande, a - boiguaçu- que, havia já muitas
mãos de luas, dormia quieta, entanguida. Ela então acordou-se e saiu, rabeando. Começou depois a mortandade
dos bichos e a boiguaçu pegou a comer carniça. Mas só comia os olhos e nada, nada mais.
A água foi baixando, a carniça foi cada vez engrossando, e a cada hora mais olhos a cobra-grande comia.
Cada bicho guarda no corpo o sumo do que comeu.
A tambeira que só come trevo maduro, dá no leite o cheiro doce do milho verde; o cerdo que come carne de bagual
nem vinte alqueires de mandioca o limpam bem; e o socó tristonho e o biguá matreiro até no sangue têm cheiro
de pescado. Assim também, nos homens, que até sem comer nada, dão nos olhos a cor de seus arrancos. O
homem de olhos limpos é guapo e mão-aberta; cuidado com os vermelhos; mais cuidado com os amarelos; e,
toma tenência doble com os raiados e baços!...
Assim foi também, mas doutro jeito, com a boiguaçu, que tantos olhos comeu.
Todos - tantos, tantos! que a cobra-grande comeu -, guardavam, entrenhado e luzindo, um rastilho da última luz que eles viram do último sol, antes da noite grande que caiu... E os olhos - tantos, tanto! - com um pingo de luz cada um, foram sendo devorados; no princípio um punhado, ao depois uma porção, depois um bocadão, depois, como uma braçada...
E vai,
Como a boiguaçu não tinha pêlos como o boi, nem escamas como o dourado, nem penas como o avestruz,
nem casca como o tatu, nem couro grosso como a anta, vai, o seu corpo foi ficando transparente, transparente,
clareando pelos miles de luzezinhas, dos tantos olhos que foram sendo esmagados dentro dele, deixando cada
qual sua pequena réstia de luz. E vai, afinal, a boiguaçu toda já era uma luzerna, um clarão sem chamas, já era
um fogaréu azulado, de luz amarela e triste e fria, saída dos olhos, que fora guardada neles, quando ainda
estavam vivos.
Foi assim e foi por isso que os homens, quando pela primeira vez viram a boiguaçu tão demudada, não a
conheceram mais. Não conheceram e julgando que era outra, muito outra, chamam-na desde então, de
boitatá, cobra do fogo, boitatá, a boitatá! E muitas vezes a boitatá rondou as rancherias, faminta, sempre
que nem chimarrão. Era então que o téu-téu cantava, como o bombeiro.
E os homens, por curiosos, olhavam pasmados, para aquele grande corpo de serpente, transparente -
tatá, de fogo- que media mais braças que três laços de conta e ia aluminando baçamente as carquejas... E
depois, choravam. Choravam, desatinados do perigo, pois as suas lágrimas também guardavam tanta ou mais
luz que só os olhos e a boitatá ainda cobiçava os olhos vivos dos homens, que já os das carniças a enfaravam...
Mas, como dizia:
na escuridão só avultava o clarão baço do corpo da boitatá, e era ela que o téu-téu cantava de vigia, em
todos os flancos da noite. Passado um tempo, a boitatá morreu: de pura fraqueza morreu, porque os olhos
comidos encheram-lhe o corpo mas lhe não deram substância, pois que sustância não tem a luz que os olhos
em si entranhada tiveram quando vivos...
Depois de rebolar rabiosa nos montes de carniça, sobre os couros pelados, sobre as carnes desfeitas, sobre
as cabelamas soltas, sobre as ossamentas desparramadas, o corpo dela desmanchou-se, também como cousa
da terra, que se estraga de vez. E foi então, que a luz que estava presa se desatou por aí. E até pareceu cousa
mandada: o sol apareceu de novo!
Minto:
apareceu sim, mas não veio de supetão. Primeiro foi-se adelgaçando o negrume, foram despontando as
estrelas; e estas se foram sumindo no coloreado do céu; depois se foi sendo mais claro, mais claro, e logo,
na lonjura, começou a subir um rastro de luz..., depois a metade de uma cambota de fogo... e já foi o sol que
subiu, subiu, subiu, até vir a pino e descambar, como dantes, e desta feita, para igualar o dia e a noite, em
metades, para sempre.
Tudo o que morre no mundo se junta à semente de onde nasceu, para nascer de novo; só a luz da boitatá
ficou sozinha, nunca mais se juntou com a outra luz de que saiu. Anda arisca e só, nos lugares onde quanta
mais carniça houve, mais se infesta. E no inverno, de entanguida, não aparece e dorme, talvez entocada. Mas
de verão, depois da quentura dos mormaços, começa então o seu fadário.
A boitatá, toda enroscada, como uma bola - tatá, de fogo! -, empeça a correr o campo, coxilha abaixo, lomba
acima, até que horas da noite!... É um fogo amarelo e azulado, que não queima a macega seca nem aquenta a
água dos manatiais; e rola, gira, corre, corcoveia e se despenca e arrebenta-se, apagado... e quando um menos
espera, aparece, outra vez, do mesmo jeito!
Maldito! Tesconjuro!
Quem encontra a boitatá pode até ficar cego... Quando alguém topa com ela só tem dois meios de se
livrar: ou ficar parado, muito quieto, de olhos fechados apertado e sem respirar, até ir-se ela embora, ou, se
anda a cavalo, desenrodilhar o láco, fazer uma armada grande e atirar-lha por cima, e tocar a galope, trazendo
o laço de arrasto, todo solto, até a ilhapa!
A boitatá vem acompanhando o ferro da argola... mas de repente, batendo numa macega, toda se desmancha,
e vai esfarinhando a luz, para emulitar-se de novo, com vagar, na aragem que ajuda.
Campeiro precatado! Reponte o seu gado de querência da boitatá: o pastiçal, aí, faz peste... Tenho visto!
copiado de Lendas do Sul, J. Simões Lopes Neto, edit. Globo (recomendo)
A Salamanca do JarauNo tempo dos padres jesuítas, existia um moço sacristão no Povo de Santo Tomé, na Argentina, do outro
lado do rio Uruguai. Ele morava numa cela de pedra nos fundos da própria igreja, na praça principal da aldeia.
Ora, num verão mui forte, com um sol de rachar, ele não conseguiu dormir a sesta. Vai então, levantou-se,
assoleado e foi até a beira da lagoa refrescar-se. Levava consigo uma guampa, que usava como copo.
Coisa estranha: a lagoa toda fervia e largava um vapor sufocante e qual não é a surpresa do sacristão ao ver
sair d'água a própria Teiniaguá, na forma de uma lagartixa com a cabeça de fogo, colorada como um carbúnculo.
Ele, homem religioso, sabia que a Teiniaguá - os padres diziam isso!- tinha partes com o Diabo Vermelho, o
Anhangá-Pitã, que tentava os homens e arrastava todos para o inferno. Mas sabia também que a Teiniaguá
era mulher, uma princesa moura encantada jamais tocada por homem. Aquele pelo qual se apaixonasse seria
feliz para sempre.
Assim, num gesto rápido, aprisionou a Teiniauá na guampa e voltou correndo para a igreja, sem se importar
com o calor. Passou o dia inteiro metido na cela, inquieto, louco que chegasse a noite. Quando as sombras
finalmente desceram sobre a aldeia, ele não se sofreu: destampou a guampa para ver a Teiniaguá. Aí, o milagre:
a Teiniaguá se transformou na princesa moura, que sorriu para ele e pediu vinho, com os lábios vermelhos. Ora,
vinho só o da Santa Missa. Louco de amor, ele não pensou duas vezes: roubou o vinho sagrado e assim,
bebendo e amando, eles passaram a noite.
No outro dia, o sacristão não prestava para nada. Mas, quando chegou a noite, tudo se repetiu. E assim foi até
que os padres finalmente desconfiaram e numa madrugada invadiram a cela do sacristão. A princesa moura
transformou-se em Teiniaguá e fugiu para as barrancas do rio Uruguai, mas o moço, embriagado pelo vinho
e de amor foi preso e acorrentado.
Como o crime era horrível - contra Deus e a Igreja! - foi condenado a morrer no garrote vil, na praça, diante
da igreja que ele tinha profanado.
No dia da execução, todo o Povo se reuniu diante da igreja de São Tomé. Então, lá das barrancas do rio Uruguai
a Teiniaguá sentiu que seu amado corria perigo. Aí, com todo o poder de sua magia, começou a procurar o
sacristão abrindo rombos na terra, um valos enormes, rasgando tudo. Por um desses valos ela finalmente chegou
à igreja bem na hora em que o carrasco ia garrotear o sacristão. O que se viu foi um estouro muito grande, nessa
hora, parecia que o mundo inteiro vinha abaixo, houve fogo, fumaça e enxofre e tudo afundou e tudo desapareceu
de vista. E quando as coisas clarearam a Teiniaguá tinha libertado o sacristão e voltado com ele para as
barrancas do rio Uruguai.
Vai daí, atravessou o rio para o lado de cá e ficou uns três dias em São Francisco de Borja, procurando um lugar
afastado onde os dois apaixonados pudessem viver em paz. Assim, foram parar no Cerro do Jarau, no Quaraim,
onde descobriram uma caverna muito funda e comprida. E lá foram morar, os dois.
Essa caverna, no alto do Cerro, ficou encantada. Virou Salamanca, que quer dizer "gruta mágica", a
Salamanca do Jarau. Quem tivesse coragem de entrar lá, passasse 7 Provas e conseguisse sair, ficava com o
corpo fechado e com sorte no amor e no dinheiro para o resto da vida.
Na Salamanca do Jarau a Teiniaguá e o sacristão se tornaram os pais dos primeiros gaúchos do Rio Grande do
Sul. Ah, ali vive também a Mãe do Ouro, na forma de uma enorme bola de fogo. Às vezes, nas tardes ameançando
chuva, dá um grande estouro numa das cabeças do Cerro e pula uma elevação para outra. Muita gente viu.
copiado de Mitos e Lendas do RS, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro (recomendo)
O Negrinho do PastoreioNo tempo dos escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo por diante, a grito e a relho.
Naqueles fins de mundo, fazia o que bem entendia, sem dar satisfação a ninguém.
Entre os escravos da estância, havia um negrinho, encarregado do pastoreio de alguns animais, coisa muito
comum nos tempos em que os campos de estância não conheciam cerca de arame; quando muito alguma cerca
de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam ficar parados, para não pensar bobagem... No mais,
os limites dos campos eram aqueles colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas.
Pois de uma feita o pobre negrinho, que já vivia as maiores judiarias às mãos do patrão, perdeu um animal
no pastoreio. Prá quê! Apanhou uma barbaridade atado a um palanque e depois, cai-caindo, ainda foi mandado
procurar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um toquinho de vela e uns avios de
fogo, com fumo e tudo e saiu campeando. Mas nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que
voltar para a estância.
Então foi outra vez atado ao palanque e desta vez apanhou tanto que morreu, ou pareceu morrer. Vai daí, o
patrão mandou abrir a "panela" de um formigueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do
negrinho, todo lanhado de laçaço e banhando em sangue.
No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. Qual não é a sua surpresa ao ver
o negrinho do pastoreio vivo e contente, ao lado do animal perdido.
Desde aí o Negrinho do Pastoreio ficou sendo o achador das coisas extraviadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela ou atirar num cano qualquer naco de fumo.
copiado de Mitos e Lendas do RS, Antonio Augusto Fagundes, ed. Martins Livreiro (recomendo)
| Alazão | cor de canela | |
| Azulego | um azul quase preto, entremeado de pintas brancas, produzindo um reflexo azulado | |
| Baio | cor de ouro desmaiado | |
| Barroso | cor branca amarelada; há diversas tonalidades: barroso claro, amarelo, fumaça | |
| Bragado | grandes manchas brancas pela barriga | |
| Brasino | vermelho com listras pretas ou quase pretas | |
| Colorado | cor vermelha | |
| Jaguaré | fio do lombo e ventre brancos, e os lados de cor preta ou vermelha | |
| Lobuno | escuro, tirante a cinzento | |
| Malacara | testa branca, com uma listra da mesma cor que desce até o focinho | |
| Picaço | animal preto com a cara, ou cara e pés, de cor branca | |
| Pangaré | tom vermelho-escuro ou mais ou menos amarelado, mostrando-se como que desbotado no focinho, no baixo-ventre e em algumas outras regiões | |
| Rabicano | animal que tem na cauda fios de cabelos brancos | |
| Ruano | mais claro que alazão, tem cauda, crinas,orelhas e focinho de um amarelo esbranquiçado | |
| Salino | pêlo saplicado de pequeninas manchas brancas, vermelhas ou pretas | |
| Tobiano | escuro com grandes manchas, em geral brancas, formando grande contraste | |
| Tordilho | cor do tordo (sabiá), ou seja, fundo branco encardido salpicado de pequenas manchas mais ou menos negras | |
| Tostado | semelhante ao alazão, porém mais escuro | |
| Zaino | castanho escuro |
Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o Vinte de Setembro
o precursor da liberdade.
Estribilho:
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra,
sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.
Entre nós revive Atenas
para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos.
Mas não basta p'ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
acaba por ser escravo.
Ajude-me a montar este item.
Martins Livreiro, editor e livraria. Eu considero o maior manancial de material literário sobre nossa cultura, tradição e costumes. Procure na rua Riachuelo 1273,em Porto Alegre. o CEP é 90.010-271, e os telefones são (051) 227.4613 e 226.7779.
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