Página do Gaúcho
Kit Básico

Balaio
Chimarrita
Tirana-do-Lenço
Quero-Mana
Meu Cabelo
Chimarrita-Balão
Tatu
Polquinha
Anú
Rancheira de Carreirinha
Chotes
Chula
Pezinho
Caranguejo
Maçanico
Cana-Verde

Kit Básico
Barbosa Lessa e Paixão Cortes, em
Manual de Danças Gaúchas


Balaio

Eu queria ser balaio
balaio eu queria sê,
para andar dependurado
na cintura de você.

Eu queria ser balaio
na colheita da mandioca
para andar dependurado
na cintura das chinocas.

Mandei fazer um balaio
Pra guardar meu algodão,
balaio saiu pequeno
Não quero balaio não.

Refrão:

Balaio, meu bem, balaio,
sinhá,
balaio do coração.
Moça que não tem balaio,
sinhá,
bota a costura no chão (bis).


Chimarrita

Chimarrita vou cantar
Qu'inda hoje não cantei (bis)
Deus lhe dê muita boa noite
Qu'inda hoje não lhe dei (bis)

Chimarrita morreu ontem,
ontem mesmo se enterrou (bis)
Quem falar da chimarrita
Leva o fim que ela levou (bis)
Chimarrita que eu canto

Veio de cima-da-serra (bis)
A pular de galho em galho
até chegar na minha terra (bis)


Quero-Mana

Tão bela flor, Quero-Mana,
Quero-Mana lá de fora,
Foi um gaúcho que trouxe,
Na roseta da espora, ai!

Minha terra, minha terra,
ela lá e eu aqui, ai,
Por muito bem que me tratem
Não esqueço onde eu nasci

Tão bela flor, Quero-Mana,
Tão bela flor, é verdade,
Do que é ruim ninguém se lembra,
do que é bom se tem saudade, ai!


Meu Cabelo
(música para o "pau-de-fita")

Não sei que tem meu cabelo
Com a goma não combina:
Quanto mais eu passo o pente
Mais meu cabelo se empina (bis)

Não sei que tem meu cabelo
não combina com a banha
Quanto mais eu passo o pente
mais meu cabelo se assanha (bis)

(Refrão)

Muitas vez me dá uma raiva
de fazer certas asneira
De rasgar a bandeirinha
da Maria Brasileira (bis)



Chimarrita-Balão

A Chimarrita-Balão, ai!
Não é pra todos dançar. (bis)
É pra quem tem o pé leve, ai meu bem!
Pra quem sabe sapatear. (bis)

Atirei na saracura, ai!
matei o saracurão. (bis)
E a saracura voou, ai meu bem!
Foi parar no lagoão. (bis)



Tatu
(com "volta-no-meio")

Eu vim pra contar a história
De um tatu que já morreu
Passando muito trabalho
Por este mundo de Deus.

Anda roda, o Tatu é meu,
Voltinha-no-meio, o Tatu é teu (bis)

O Tatu é bicho manso
Nunca mordeu a ninguém:
Só deu uma dentadinha
Na perninha do seu bem.

Anda a rota, tatu-da-roça
Moça bonita da perna grossa. (bis)



Polquinha
(pra dançar a "meia-canha")

Ele:

Eu plantei a sempre-viva
sempre-viva não nasceu.
Tomara que sempre viva
o meu coração como teu.

Ela:

Tu plantaste a sempre-viva,
sempre-viva não nasceu:
É porque meu coração
Não quer viver como teu.



O Anu

O Anu é pass'o preto, ai,
O Anu é pass'o preto, ai,
Passarinho de verão,
Ai, passarinho de verão, ai!

(palmas)

O Anu é pass'o preto, ai,
Quando canta a meia-noite,
Dá uma dor no coração,
Ai, dá uma dor no coração, ai!

E se tu, Anu, soubesse, ai,
E se tu, Anu, soubesse,
Quanto custa um bem querer,
Ai, quanto custa um bem querer, ai!

(palmas)

Ai se tu, Anu, soubesse, ai,
Por certo não cantarias
Nas horas do amanhecer
Ai, nas horas do amanhecer, ai!



Rancheira de Carreirinha

Vem cá, vem cá,
minha linda gauchinha,
Pra nós "dança"
rancheira de carreirinha (bis)

Nesta parte a dança é fácil
porque só se tem que rancheirar,
mas depois já se complica,
porisso eu vou lhe explicar:
leve um pé bem para o lado,
junte o outro pé e repita este passo;
dê depois a carreirinha
mas não vá "perdê" o compasso!

Um passo e outro...
E agora a carreirinha...
Pra o outro lado...
Esta parte é puladinha (bis)

Esta dança é muito fácil
só tem que cuidar a carreirinha
pois se o índio se descuida
pisa "os pé" da gauchinha.
E agora, minha gente,
vamos todo o mundo arrodear,
mas se alguém tiver vontade
que se prenda a sapatear!



Chotes

Mas deixa-estar que eu vou-me embora,
Eu vou voltar pro meu rincão,
Pra beber água dos teus olhos
Sangue do teu coração.

Mas deixa-estar que eu vou-me embora,
Eu vou voltar pro meu rincão,
Que é pra comer churrasco gordo
E tomar mate chimarrão.

Mas deixa-estar que eu vou-me embora,
Eu vou voltar pra fronteira,
Que é pra comer churrasco gordo
E tomar café de chaleira

Mas deixa-estar que eu vou-me embora,
Eu vou voltar pra fronteira,
Mas eu hei-de levar comigo
Este chotes-laranjeira!



Chula

Venha seu mestre chula,
Ai seu chuliador,
E dê uma paradinha
para o tocador!

Venha seu mestre chula,
Ai que chulia bem,
E dê uma paradinha
para mim também!



Pezinho

Ai bota aqui, ai bota ali
O teu pezinho,
O teu pezinho bem juntinho
com o meu.


Ai bota aqui, ai bota ali
O teu pezinho
O teu pezinho o teu pezinho
Ao pé do meu.

Depois não vá dizer
Que você já me esqueceu (bis)

E no chegar desse teu corpo
Um abraço quero eu (bis)

Agora que estamos juntinhos
Dá cá um abraço e um beijinho (bis)



Caranguejo

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é,
Se não fosse o caranguejo
Não se dançava em Bagé.

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é:
Caranguejo perna-fina
Não agüenta o balancê.

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é:
Eu já vi um caranguejo
Sentado e lavando os pé.

Caranguejo não é peixe
Caranguejo peixe é:
Eu já vi o caranguejo
Namorando uma "muié".



Maçanico

Maçanico, maçanico
Maçanico do banhado (bis)
Quem não dança o maçanico
Não arruma namorado (bis)

Maçanico, maçanico,
Mas que bicho impertinente! (bis)
Maçanico vai-te embora!
Na tua casa chegou gente! (bis)

(PS do Cohen: quem quiser conhecer o maçanico, vá até a seção de Fauna, escolha Lagoa do Peixe e Aves!)



Cana-Verde

Eu plantei a cana-verde
sete palmo de fundura. (bis)
Não levou nem sete dia
e a cana 'stava madura.

(Refrão)

Ai-ai! Meu bem! (4 vezes)
Não levou nem sete dia
e a cana 'stava madura.

Eu plantei a cana-verde
ninguém me ajudou a plantar. (bis)
Depois da cana madura
todos queriam chupar.

(Refrão)
Ai-ai! Meu Bem! (4 vezes)
Depois da cana madura
Todos queriam chupar.