Participação em festivais de Gujo Teixeira

  • Primeiro Lugar na 12ª Reculuta da Canção Crioula de Guaíba
  • Melhor Letra no 1Primeiro Reponte da Canção de São Lourenço do Sul
  • Primeiro Lugar na 5ª Querência do Bugio de São Francisco de Assis
  • Primeiro Lugar na 13ª Reculuta da Canção Crioula de Guaíba
  • Melhor Letra na 13ª Reculuta da Canção Crioula de Guaíba
  • Primeiro Lugar no 10º Terra e Cor da Canção de Pedro Osório
  • Primeiro Lugar na 9ª Tafona da Canção de Osório
  • Melhor Letra na 9ª Tafona da Canção de Osório
  • Primeiro Lugar no 5º Candeeiro de Restinga Seca
  • Melhor Letra no 5º Candeeiro de Restinga Seca
  • Melhor Letra no 5º Grito de Bravos de Lavras do Sul
  • Melhor Música do Ano no Troféu Vitória 1997
  • Melhor Música na Fase Local do 6º Grito de Bravos de Lavras do Sul
  • Primeiro Lugar na 18ª Coxilha Musical Nativista de Cruz Alta
  • Melhor Letra na 18ª Coxilha Musical Nativista de Cruz Alta
  • Melhor Letra na 6º Estância Canção Gaúcha de São Gabriel
  • Primeiro Lugar na 7ª Estância da Canção Gaúcha de São Gabriel
  • Primeiro Lugar no 15º Musicanto de Santa Rosa
  • Melhor Letra no 15º Carijo da Canção de Palmeira das Missões
  • Primeiro Lugar na 19ª Ronda de São Pedro da cidade de São Borja
  • Melhor Letra na 19ª Ronda de São Pedro da cidade de São Borja
  • Primeiro Lugar no 2º Canto para Martin Fierro de Santana do Livramento
  • Primeiro Lugar na Linha Campeira do 17º Reponte de São Lourenço do Sul
  • Primeiro Lugar na 9ª Estância da Canção Gaúcha de São Gabriel
  • Melhor Letra na 9ª Estância da Canção Gaúcha de São Gabriel
  • Melhor Letra no 19º Reponte da Canção de São Lourenço do Sul
  • Melhor Letra na 14ª Vigília da Canção de Cachoeira do Sul

  Resenhas e comentários sobre os discos

"Enchendo os olhos de campo" é urna obra de substância ímpar, preocupada com a autenticidade, fiel à raiz campeira, que se faz universal por ser identificada com a sua terra e seu povo. Nessa concepção tolstoiana do regionalismo, resgata dos galpões taperas, as vozes repontadas pelo silêncio das ausências que, de novo, acendem o fogo, desencilham os cavalos e tomam posse das sesmarias recortadas pelo progresso.

Nas letras do Gujo Teixeira, a poesia tem sotaque de querência. Seu verso maduro e forte foi templado pelo frio do Minuano e pelas soalheiras dos verões da pampa. Um verso que, apesar de ser campeiro, entra de cabeça erguida em qualquer academia e se defende pela qualidade e riqueza formal. Nas melodias e na voz de Luiz Marenco, o Rio Grande reconhece o próprio canto, afinado pelos sons do campo, forjado no atavismo do homem da terra. Marenco canta com a alma, diferencial que o faz grande e especial. Gujo Teixeira e Luiz Marenco são um referencial da melhor música que se faz no sul do Brasil. E é muito gratificante escutar e apresentar este trabalho que nos enche olhos de campo.

Rodrigo Bauer


Estão produzido, no sul do Estado, o que poderá se tornar em algo que venha criar um novo estilo da música gaúcha", me afirmou Luiz Carlos Borges, numa destas conversas descompromissadas que temos por aí. Concordei, pois este embrião tem muito a ver com o que estão fazendo Gujo Teixeira e Luiz Marenco, associado ao alto nível de sensibilidade e técnica dos músicos desta região. O primeiro CD exclusivamente com letras do Gujo musicadas pelo Marenco, Quando o Verso Vem Pras Casa, chamou a atenção de muita gente, que por leiga, apenas gostou do trabalho, mas quando analisado por quem entende, a classificação foi além da beleza.

Novamente a Vozes acredita no trabalho destes dois jovens e lança o CD Enchendo os Olhos de Campo. Acredito que este seja o título que melhor defina toda a obra destes dois compositores, pois Gujo Teixeira é um poeta paisagista que transporta o campo através da palavra e Luiz Marenco é um compositor que extrai a melodia de dentro do poema, com a autenticidade exata da sua expressão. Suas melodias são como uma garupa a levar o ouvinte por dentro dos versos, cujo cenário é a simplicidade dos campos e dos galpões, paraíso dos campeiros e o sonho dos urbanos. O conjunto de letra e música se enriquece com a interpretação do cantor e a "carreta" musical que leva este conteúdo. O trabalho que ora tenho a honra de apresentar é como uma árvore grande que brotou naturalmente da terra, nos ricos campos de Lavras do Sul. Tem raízes cravadas bem fundo, junto as pepitas, um tronco com cerne resistente ao tempo e ramos que bailam, acenando aos céus, mirando horizontes largos e saudando os raios de sol, como um holofote imenso para o universal espetáculo de dar-lhe a vida.

Paulo de Freitas Mendonça


Seco por um mate, a minha alma monta a cavalo, o mundo manda um regalo e a vida finca o chapéu. Assim vão passando as horas, cabresteando os versos basteriados de um poeta e tanto, GUJO TEIXEIRA, ao qual guardo a melhor das estimas, ainda mais, quando cutuca a rima, atorando as maneias no coração das estâncias. E como não bastasse, junto a este galope de prosa, um canto claro lá de fora, me emponcha de saudade, caseriando o tempo, na voz do LUIZ MARENCO, no pampa das guitarras. Minha alma é testemunha de quantas vezes pensando, me encontrei assobiando, uma marca gaúcha sem me dar conta que ao tranco, ENCHENDO OS OLHOS DE CAMPO no lombo suado, de um pingo gateado, ensinado a tratar com os outros, me enforquilhei nos arreios pra cantar as gauchadas. Sorte Amigos e um baita quebra-costela, e se por acaso a história lhes ofereçer a garupa bueno, ai então é só "inflá" o peito, "firmá" o pé no estribo, e "sová" badana!

Mauro Moraes


Falar de Gujo Teixeira, não é fácil! É destas almas grandes, que dá estância universal boleou a perna pro galpão da terra. Enviado do Patrão celeste para rebolcar as cinzas dos corações e acender as brasas da sensibilidade adormecida em cada peito. Fico imaginando quando o telefone tocar na rádio, e mesu ouvintes me disserem: - Chico, toca uma do Gujo pra mim!! Assim como quem lança em rodeio bueno, onde não precisa escolher. Por onde andou a alma inquieta deste poeta, ouvindo nas fontes da vida versos sensíveis, que a alma entrega pra os pulsos e estes aos nossos corações? Por mais este trabalho, obrigado Gujo!

Chico Lopes - Radialista e Poeta - Lavras do Sul
Agosto de 2002 sobre o CD "Batendo Água"



Prezado amigo Gujo Teixeira:

Ao escutar esta admirável obra discográfica "Batendo Água", concluí que a tua alma anda a "flor da terra" e com "espelho de rio" sempre "cuidando o campo", e embora inquieta tenha semelhança com a paz dos galpões. Por tudo te parabenizo, ao colheres da terra frutos abençoados em forma de versos, que só as almas mais sensíveis e poéticas, conseguem percebê-los numa "tarde de chuva num quarto de estância". Quem sabe "qualquer domingo" eu pegue a estrada, de sombreiro tapeado, e vá até a tua Lavras te dar um abraço forte, e te agradecer o que fazes pela alma de tantos que pegaram a estrada, tal qual eu, e que reencontraram a Querência num verso teu!

Um abraço sincero...

Xiru Antunes - Poeta e Compositor - Pelotas - Setembro de 2002


Quem buscar explicações para o fenômeno do atual sucesso da música campeira do Rio Grande do Sul, não poderá deixar de levar em conta o nome de Gujo Teixeira. Ele é um dos principais letristas de um autêntico grupo de jovens campeiros que com seus versos, suas vozes e seus instrumentos, vem dando novo fôlego ao ambiente dos festivais nativistas. E eis um poeta cantado. Muito cantado. Me alegro, quando em alguns dos nossos eventos por aí, vejo multidões cantando o que ele escreve. Vive e escreve. Sente e escreve... Gujo Teixeira, poeta "Das Lavras", o Rio Grande te aplaude, o Rio Grande te canta.

Victor Hugo - Cantor e Jornalista
Porto Alegre - Outubro de 2002 sobre o CD "Batendo Água"



  Resenhas e comentários sobre o livro "Na Madrugada dos Galos"

Das coisas boas que me trouxe a vida, esta foi uma. Apresentar a obra de Gujo Teixeira, jovem lavrense que apareceu compondo poesia regional, é tarefa fácil mas delicada. Fácil, pelos seus versos. Delicada, pelos seus versos.

Uma coisa já é consenso: Gujo escreve bem, é dos bons da nova geração de cantores da terra. Tem ele talento para compor a obra e conhecimento dos temas que aborda.

Sempre penso na autenticidade da arte regional, qual o tipo de informação que pode dar quem sabe do seu assunto.

Imaginemos uma tropa: Gujo já viveu tropas em sua vida. Criou-se nos campos das Cordilheiras, foi campeiro desde menino, viveu o campo em sua plenitude e em seus detalhes.

A vivência com pessoas "de fora" muito ensina. Gujo bebeu dessa fonte, e a poesia fê-lo uma espécie de porta-voz de seu pago. Por isso as pessoas, os cavalos, os bichos lá de sua querência, falam e contam a vida daqueles rincões.

Ademais, Gujo optou por profissão afim ao seu berço. É Veterinário, esse médico maravilhoso a quem Deus incumbiu a missão de criar e curar quem não sabe falar.

As pessoas de fora tem um testemunho autêntico a prestar. Por isso, ele fala da natureza. Na cidade a gente não olha o céu. Como vê-lo então? O homem do campo é mais direto, objetivo. Diz as coisas que pensa. Gujo confessa:

"sou desses que o campo largo
escolheu por ser assim.
Ter querência num cavalo
e pátria feito um regalo
nestes fundões de onde vim."

A arte está no seu poema. Há nele passagens de extrema delicadeza e uma tremenda força de expressão: "meu galpão de alma tranqüila ressuscita todo o dia". A arte popular é assim, o poema flui, inicia botão, começa a abrir-se até virar flor. Este é o verso de Gujo.

Sugiro ao leitor que vá com calma. Na leitura de afogadilho o poema não se mostra todo. A não ser que se trate de algum apressado feito eu, que passa correndo até o fim da cancha para voltar então, e refazer o trajeto ao tranco.

Veja estes versos: "o tempo andou mudando a gente pondo sombra onde não tinha"

Eu havia programado uma apresentação menos emocional e mais técnica. Epigrafei inúmeros versos para chamar a atenção sobre eles.

Mudo o programa. O livro é muito lindo, a obra é boa, de resto muitas vezes julgada nos festivais, e tantas vezes premiada, de sorte que esta apresentação fica facilitada.

Então, vamos ao livro.

Antonio Augusto Ferreira


Comentário da orelha do livro:

Na madrugada dos galos... Encontrou-me maduro, mateou comigo, apossou-se dos meus olhos, provocou a lágrima, provou do sal, vasculhou o rancho, rabiscou uns troços, discordou as vezes, sublinhou as dúvidas, avançou no tempo, transcendeu aos versos, varreu o cisco, maneou a silêncio e ainda arrebanhou a dor, tal qual , o pensamento chamuscando a escuridão... Ilumina-se Gujo Teixeira, "quando o verso vem pras casa", calando fundo, dando "um vistaço na tropa", "cansando o cavalo" com a "alma branca dos que tem saudade", o negócio é queimar um "pito", virar o mate, cortar uns tocos de lenha, preparar a carne, que a leitura será proveitosa e o galpão pequeno para tanta informação, o jeito é "dá bóia" aos cavalos, "limpá" os arreios, "bate" os pelegos, "deitá" no catre, que o Rio Grande vem à cavalo e o estouro de tropa e bagual !

Mauro Moraes


Reportagem extraída do site Nosso Folclore de Josiane Duarte

Quem nunca ouviu a música "Batendo Água", ou "Pra os dia que Vem", ou muitas outras interpretadas por vozes conhecidas como Luiz Marenco, Jari Terres, Jairo "Lambari" e muitos outros. Gujo Teixeira é autor de mais de 100 músicas gravadas que estão, como diz o ditado e, no bom sentido, na boca do povo. No show realizado em Bagé, Luiz Marenco interpretou várias músicas de Gujo e levou um público estimado de 400 pessoas, realizado no dia 05 de outubro de 2001, no GAP Tarcísio Taborda.

Bem, mas falamos, então do livro de Gujo Teixeira, intitulado "Na Madrugada dos Galos" que traz temas inéditos, que estavam guardadas na gaveta, sempre acompanhando um estilo campeiro. Quando surgiu a idéia de montar este trabalho, foi pelo fato das pessoas ouvirem e cantarem as letras como música, mas agora às terem como leitura. Ainda, ele conta que está escrevendo um romance (que aguardamos ansiosos pela sua publicação...)

Sua carreira começou há uns 10 anos, onde escrevia por brincadeira, sempre tendo seu tio Edilberto Teixeira como inspirador. Sua primeira conquista foi no Reponte, de 1993, interpretada por Joca Martins.

Escrever, segundo Gujo Teixeira, é um desabafo sobre seus sentimentos. Às vezes, pode até não perceber o que sente, mas as letras das músicas exprimem tudo o que ele quer dizer e não sabe como. Geralmente, quando faz um música, já tem em mente a pessoa que vai cantar. Cada letra tem a cara de alguém... Gujo Teixeira acrescenta que parceria musical é parceria de amigo, tem que haver um troca. Quando escreve a letra da música, na sua cabeça, já está a melodia da música, mesmo sem saber tocar, cantarola a música conforme a letra feita.

Existem trabalhos que estão engavetados fazem cinco anos. Lauro Simões e Apparício Silva Rillo são seus ídolos.

Ainda, acrescenta que se a cultura do Rio Grande fosse valorizada como ela merece ser e tivesse o apoio necessário para desenvolver, seria reconhecida muito mais, porque isso é a origem de um povo, é o seu passado e seu futuro, é a identidade de uma nação... "A autenticidade é a diferença entre os que são e os que tentam ser" é a frase que Gujo tem como filosofia de vida...

Texto do Luiz Marenco:

Irmão.
(...)
Hoje, por onde andamos, nos vemos diante de tanto lixo literário, de tantos mercenários populistas da cultura do Rio Grande do Sul, diante de tanta música descartável, sem compromisso moral e cultural, mas a frente de tudo isto, ainda existem poetas como Gujo Teixeira. Despreocupado com a falsa magia da mídia e com a mentira cultural hoje existente.
Agradeço a Deus, por ser parceiro musical deste poeta grande, e não é só eu que o chamo de poeta, Jayme Caetano Braun, poeta maior, já dizia a mim nas horas de mate:
- Este é poeta, este rapaz é poeta!
Abram os olhos meus amigos, as imagens estão aí, despertem suas almas, munício hay.
- Assim te conheci, e agradeço a graça de Meu Deus de ser teu irmão.
Gujo Teixeira, coração de cerro, alma de açude, sereno e puro como uma milonga!

Luiz Marenco
Olhos do Camaquã
Lua Minguante - maio de 2001