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Aplauso - página 3

Fandango, trago e mulher
É disso que o velho gosta
É isso que o velho quer"
Se o tradicionalismo se impõe como estilo de vida, dois dos maiores símbolos da cultura gaúcha estão se firmando como mercadoria de exportação: churrasco e chimarrão
Um produto largamente difundido no extremo sul da América, A Ilex paraguariensis chegou ao Rio Grande do Sul com os índios guaranis, que usavam o porongo característico para fazer a cuia e uma bomba de taquara para chupar o líquido amargo conhecido como erva-mate. Chamada de "erva do diabo" pelos padres jesuítas, que acreditavam em supostos poderes afrodisíacos, a erva é encontrada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, que fornecem 550 mil toneladas por ano. Os gaúchos respondem por 48% dessa produção. Só no ano passado (1997), eles exportaram 15 mil toneladas para 28 países, e há a possibilidade de negócios com outros 17 países.

Se o chimarrão é um produto de exportação, o churrasco é de fascinação. A cada ano, o número de churrascarias em estilo gaúcho cresce em todo o mundo. Portugal, França, Itália, Inglaterra, China, Rússia e Estados Unidos são apenas alguns dos países que se renderam aos encantos da carne assada no braseiro, temperada apenas com sal grosso. Jatir Delazeri, patrão do CTG Bento Gonçalves, de Los Angeles (Estados Unidos), está surpreso com o grande número de churrascarias abertas no país. "Tem espeto corrido em vários Estados e até no Texas, terra da carne do cowboy. Os americanos adoram!"
Não existe números oficiais sobre o crescimento das churrascarias de origem gaúcha espalhadas pelo mundo. Estima-se, que elas movimentem cerca de US$ 100 milhões por ano.