Globalização à Gaúcha |
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Aplauso - Cultura em Revista - set/98 ![]() Globalização à GaúchaCada vez mais, os CTGs espalham-se pelo mundo e assumem o papel de grandes disseminadores da cultura gaúchaÉ noite de sábado. Aos poucos, prendas e peões vão chegando à estância para um fandango. Enquanto o chimarrão passa de mão em mão, em volta do fogo, o churrasco vai assando. Quem imagina que essa cena só pode ser vivida no interior de alguma região campeira do Rio Grande do Sul, está muito enganado. Ela pode estar acontecendo, nesse exato momento, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Bahia, Estados Unidos ou Japão. O "germe" que há mais de 50 anos inoculou os rio-grandeses, fazendo nascer o tradicionalismo, atravessou fronteiras e contaminou pessoas e culturas de outras regiões. Todas compartilhando um mesmo sentimento: amor aos valores gaúchos. O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) nasceu em Porto Alegre, impulsionado pelo desejo de um grupo de jovens do interior em resgatar as lides do campo. Ele carrega dentro de si a força das raízes e do desejo de nunca perdê-las. Idealizado, o tradicionalismo passa a ser uma terra em que homens bravios vivem em harmonia com o seu meio e seu tempo. Um lugar em que os sentimentos são verdadeiros e os valores da família ainda existem. Paixão Cortês, um dos fundadores do MTG, ressalta que o movimento é a expressão do sentimento genuíno dos que vivem afastados das estâncias. Por isso, a necessidade de todo um ritual, já que a vivência está restrita a alguns poucos lugares. "Nós estabelecemos o culto, não a vivência. A bandeira, o brasão e o hino, esses são imorredouros. Eles é que vão dar uma identidade comum a todos os que chegam ao Rio Grande." E principalmente, aos que saem.
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