Sociedade Sul Riograndense

Olá indiada macanuda do meu Rio Grande!!!

Pois cá estou eu registrando minha visita à Sociedade Sul Riograndense, realizada em final de março de 2000 lá pelas bandas da cidade do Rio de Janeiro.

Mas pra que possas saber do que se trata, vou fazer uma introdução com textos obtidos lá mesmo, "in loco".

Não, não... "in loco" não significa que estou louco, mas que estive no local!
Isso é LATIM tchê!!

Hehehe, não, não... LATIM não é uma mistura de latir com atchim!

Introdução

A Sociedade Sul-Riograndense foi fundada em 08 de novembro de 1857 pelo professor e filólogo Antônio Alvares Pereira Coruja.

É, portanto, a mais antiga entidade representativa do povo gaúcho que existe, seguida de longe pelo "Grêmio Gaúcho", fundado em 22 de maio de 1898, a "União Gaúcha de Pelotas", em 10 de setembro de 1899, "O Centro Gaúcho de Bagé", em 20 de setembro de 1899 e o "Grêmio Gaúcho de Santa Maria" e, 08 de setembro de 1901.

Este núcleo de tradições resultou da união de um grupo de gaúchos, alguns deles revolucionários que foram presos e deportados de Porto Alegre e que aqui no Rio de Janeiro resolveram fundar esta Sociedade, com caráter beneficiente e intenção de reunir cada vez maior número de gaúchos aqui residentes e ajudar os menos favorecidos pela sorte, até proporcionando meios para o retorno à terra natal.

No dia 08 de novembro de 1857, Antônio Coruja, primeiro gramático do Brasil, fundou a SOCIEDADE RIOGRANDENSE BENEFICIENTE E HUMANITÁRIA, que visava reunir os gaúchos "de posses" residentes na Capital do Império para ajudar os gaúchos "necessitados" no Rio de Janeiro, inclusive proporcionar meios para o seu retorno à terra natal.

Tamanho foi o desenvolvimento da Sociedade na área de beneficiência, do humanismo e da cultura, que teve os seus atos reconhecidos através do Decreto 2933 de 11/06/1862, assinado pelo Conselheiro do Estado, o Marquês de Olinda e chancelado por Sua Majestade o Imperador Dom Pedro II, lhe concedendo a "Autorização de Atuação Beneficente e Humanitária".

Na sua evolução politica, econômica, social e beneficiente, a Sociedade passou por importantes modificações na sua estrutura, mudou o nome para SOCIEDADE SUL RIO-GRANDENSE e, em 14/08/1975, foram criados os departamentos de sede campestre, cívico cultural e esportivo.

Coube à SOCIEDADE SUL RIO-GRANDENSE a articulação de um movimento que visava angariar fundos para erguer uma estátua do Marechal Osório, Marquês do Herval, na Capital do império para perpetuar a imagem do digno militar representante do povo gaúcho. O monumento, erguido no antigo Largo do Paço, hoje Praça XV de Novembro, foi inaugurado em 12/11/1892.

No dia 20/09/1977 a diretoria da Sociedade emposssa a primeira patronagem do recém criado Centro de Tradições Gaúchas Desgarrados do Pago.


Do seo Antônio Alvares Pereira Coruja

Nasceu em Porto Alegre em 31 de agosto de 1806 e faleceu no Rio de Janeiro a 4 de agosto de 1889.

Professor de português, foi um dos maiores estudiosos do linguajar d povo gaúcho. Revolucionário farroupilha, foi preso em 1836 e enviado para o Rio de Janeiro de onde nunca mais se afastou.

Exerceu após 1845 o professorado, sempre cercado pelos conterrâneos que visitavam a cidade. Publicou várias obras, a primeira em 1852 chamada "Coleção de Vocábulos", inicialmente na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e teve uma segunda edição de apenas 22 exemplares ás custas do Principe L. Bonaparte em Londres.

Seguiram-se mais 8 edições publicadas no Riod e Janeiro e em Porto Alegre. Em 1838, publicou "Lições de História do Brasil" e o "Manual do Estudante de Latim" que teve 7 edições posteriores. Seu último trabalho foi Ano Histórico Sul Riograndense publicado no Rio de Janeiro em 1889 pouco antes do seu falecimento.


Da minha visita...

Pois saí de Porto Alegre com tudo já arranjado. Via e-mail combinei com Marcus da Cruz Machado, patrão do CTG Desgarrados do Pago e diretor social da Sociedade que iria visitá-los na 5a-feira a tarde.

O endereço bem simplezito: Av. João XXIII, número 5000, loguito no final da Avenida Brasil.

Bah...

Acontece que eu não sabia que a Avenida Brasil é uma Avenida Farrapos de Porto Alegre, só que... com 60 kms!! Eu já achava que estava perdido, passando por estrada aos montes...

Dá pra acreditar (eu não dou!) que o município do Rio de Janeiro tem uma avenida com 60 kms?! Aqui nesta província do império, eu acho que o máximo que se chega é uns 10 kms ou coisa assim...

Bom, chegamos quase num finalzito de tarde e fomos recepcionados pelo taura José Tadeu Maciel.


Quem acha que seu CTG é grande, tem que ver o que é o Desgarrados junto com a Sociedade. Lá tem 45 hectares de terras, com galpão, biblioteca, cocheiras, área de churrasqueiras, apartamentos para hóspedes... uma cousa de loco!!!


Aí em cima é a vista dos apartamentos.

E a aula? O seo Macial é é barbaridade conhecedor das coisas da terra. Enfurnado numa biblioteca com documentos históricos e raríssimos, consegue realizar pesquisas únicas.

Mas não é só isso, ele também declama e esteve no Rodeio de Vacaria em 2000 abrindo a goela e papando troféus!


Olha na próxima foto uma imagem da biblioteca dos homê, que tem um prédio inteiro somente para isso!


Bom, eu não tenho muito mais o que falar.

Aquele local é uma coisa muito macanuda, e acredito que todo gaúcho tradicionalista que fosse ao Rio de Janeiro deveria dar um pulo lá e conhecer a estrutura e organização ímpar da gauchada daquelas bandas!

E em especial por que foi uma das primeiras entidades a congregar a gauchada. Passear pelas salas, ver fotos e tudo o mais da história do Rio Grande nunca é demais.

E pra que tu não resmungues e invente desculpas que não tinha o endereço ou telefone, eis aqui, em destaque pra anotares:



Sociedade Sul Riograndense
CTG Desgarrados do Pago

Av. João XXIII, 5000
Bairro Santa Cruz
Rio de Janeiro - RJ - CEP 23565-235
fone 21.395.0623

e-mail: ssr.ctgdprj@zipmail.com.br



Entonces, está. Pra conheceres a Sociedade Sul Riograndense foi mais fácil que pentear careca, hein?!

E se achares que este material te foi de alguma forma útil, me despacha um mail sem gritar:

"- Cohen, que facha!!!"

(interjeição irônica equivalente a "que figura").

baita abraço a todos

Cordialmente

Roberto El Cohen