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... Churrasco
se começa no dia anterior com a escolha e compra da carne, com
a montagem da parceria, com a vistoria da churrasqueira e apetrechos,
com a cerveja no gelo, etc...
No dia do evento propriamente dito o "índio
se alevanta pensando só naquilo!"
Tirar a carne comprada de véspera, da geladeira
para arejar, mais uma conferida nos utensílios e condimentos para
ver se não falta nada, passa-se aquele pano rápido no local,
uma boa afiada nas facas...
O fogo se acende cedo para se obter um braseiro bonito
e parelho, enquanto isso pode-se preparar algum beliscativo caseiro, que
nada mais será que uma desculpa para abrir a primeira de uma série
de entradeiras e saideiras.
Tudo armado para preparar e espetar a carne, pensando
na seqüência das diferentes tipos de carne... lingüiça,
vazio, maminha e aquela costela.
Fogo pronto, carne
nele!
Cuidando as distâncias de cada espeto para se
ter porções para todos os gostos.
Churrasco bom mesmo é aquele que se come quente
na táboa do assador, aos pouquinhos sem atropelo, escolhendo pedaços
abocanháveis, experimentando com farinha, com caldo, magro, gordo,
sangrando, casquinha, curtindo cada naco e antevendo o que ainda vem pela
frente. Desculpe pela água na boca... foi de propósito!
Em um churrasco autêncico, macanudo, se pretende
um tempo - nunca determinado - para se jogar baldes e
baldes de conversa fora, relaxar, ("livrar-se das tensões
do dia-a-dia" é papo de fresco) contar piadas, causos e mentiras,
entre um naco de carne e um gole de gelada.
É a arte do convívio, da curtição
de um momento, é a hora do retorno à nossa pré-história
de reunião em torno do fogo.
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