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Mas, carreteiro
numa página churrasco? O que que tem a ver?
Tudo!
Primeiro: o Arroz de Carreteiro é tão típico como o churrasco. Qualquer
gaúcho que se preze conhece aprecia um carreteiro autêntico e bem
feito. Segundo: que o carreteiro é comum com refeição para grupos
maiores e comemorações em geral e para finalizar pode-se fazer um
ótimo carreteiro com sobras de churrasco.
A origem do arroz de carreteiro é simples como o seu preparo. Os
peões que levavam as tropas de gado usavam o charque (carne salgada)
em suas idas e vindas, como alimento não perecível, e junto com
o arroz abundante na região sul, preparavam essa refeição tradicional.
Claro que nas estâncias o arroz com charque era também prato usual,
pela sua simplicidade e sabor.
O charque foi um dos propulsores da econômia gaúcha do fim do século
19, da região sul do Rio Grande. O gado vinha do interior para as
charqueadas que ficavam à beira do arroio Pelotas, onde eram abatidos
e salgados, para então serem transportados em navios que saiam do
porto de Rio Grande, para o norte do país e Europa.
As cidades de Pelotas e Rio Grande mostram até hoje, casarões, teatros
e monumentos, além da cultura, que foram trazidos com o intercâmbio
do charque.
Não existe "a receita" de carreteiro, pois assim como o churrasco,
cada um prepara o arroz com charque de maneira própria. E todos
acham que o seu carreteiro é melhor, até porque não conhecem o meu!.
A simplicidade é a tônica principal, muito tempero, legumes, enfeites
e outros aditivos descaracterizam esse prato básico da culinária
campeira.
O melhor charque é o fresco (verde) e produzido com carne de primeira,
apesar de que o charque feito duma costela gorda de novilho é especial.
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Teatro Sete de Abril - Pelotas |