Socador
Fabricação da Erva-Mate
Eu chamei de socador, mas se alguém tiver um nome melhor, que se manifeste.
Por incrível que pareça, espia a foto abaixo:
Esse morro que tu vês de erva-mate não presta pro consumo interno.
Em função da granularidade e outros detalhes, o mercado interno rejeita a mesma e então ela é destinada a ficar descansando (6 meses guardada) e entregue para exportadores que a envia para o mercado externo (Argentina, Chile, uruguai) que gosta deste tipo de qualidade. A Barão não exporta. Ela comercializa essa produção para empresas que fazem esse tipo de processamento.
Mas é surpreendente ver a extrema preocupação com o que vale e o que não vale para consumo aqui da gauchada. Eu vi pilhas e pilhas de sacos de erva-mate "quarando e amarelando", esperando serem buscadas por exportadores.
Bom, eu não tenho imagens, mas ainda antes de ir para o socador, a erva-mate da moda (com chás) passa por um misturador que dosa a mesma com o pó de essências como anis, camomila e cidreira.
Nestes tempos atuais o pessoal já não tem mais acesso (ou paciência de plantar) essas ervas medicinais e prefere comprar erva-mate que já venha contendo a mesma.
Visse aí em cima? Neste ambiente, o pessoal usa tapa-ouvidos por causa do ruído e ficam permanentemente analisando como está o processo. Ah, também usam máscaras.
Esqueci de dizer que a erva nativa (como denominada a Barão) não tem fiapo, a folha é mais grossa e demora mais para lavar (na hora do chimarrão). A erva amarela (que em geral é exportada) lava mais rápido, significa que perde o sabor mais ligeiro que a primeira.
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