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Secador
Fabricação da Erva-Mate
Rá!!!
Agora tu vais ver que este saco de 1 kg que chega na tua mesa tá por demais barato!
Eu não enjeito parada (enfrento o que vier) e me enfiei fábrica adentro. Entonces, com o tratorzito colocando a erva in-natura, com folhas e galhos, no início de uma esteira, segue o baile.
Em vários pontos a erva é analisada e vistoriada.
O processo de secagem da erva (tirar a umidade natural da planta, seja nas folhas ou galhos) é um dos motivos de orgulho da Barão.
O método tradicional envolve secagem com calor de fogo que leva FUMAÇA para as folhas.
Mas na Barão não.
Nela foi instalado o primeiro secador que desidrata a erva sem que a mesma entre em contato com o fogo, o que elimina a contaminação por combustão. Existem cinco esteiras que aquecem a erva apenas com AR QUENTE e SECO, e esse processo dura aproximadamente cinco horas.
Durante este procedimento, as sementes - que por ventura venham nos galhos - são separadas das folhas, assim como o excesso de galhos (pauzinhos que encontras na erva) também são extraídos, tudo por processo mecânico de chacoalhamento nas esteiras levando o material mais pesado (semente e pauzinhos) pra baixo.
Aqui, folhas inadequadas sendo separadas mecanicamente:
E aqui, o excesso de pauzinhos / palitos (enchem sacos!):
Em geral, uma erva com mais palito é PN2 (na classificação) e uma que tenha menos é PN1.
Nada disso é jogado fora.
Ou vai para lavoura ou para outros processamentos.
Uma preocupação constante é com a qualidade do material a ser processado, assim, como verás na foto abaixo, existem telas de proteção em toda a fábrica para evitar ingresso de pássaros, insetos voadores, etc:
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