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Curiosidade, lazer, cultura, preservação da história. São vários os motivos que têm levado pessoas com alguma ligação ou não ao setor ervateiro a colecionarem embalagens de ervamate. Um deles, o técnico agrícola Tadeu Kokuszka, da Emater-PR, encontra-se na capital paranaense, Curitiba e tem mais de 1.600 peças. Outro, com mais de mil unidades, é o comerciante Robson Luiz Drachler, de Sobradinho-RS.
Tadeu é natural da "Terra do Mate", o município de Áurea, no Rio Grande do Sul, onde se criou no meio da erva-mate e, por isso, sempre teve grande interesse pelo que se relaciona a essa cultura. Começou a colecionar embalagens em 88, como curiosidade, a partir da marca "Capital", de Prudentópolis-PR.
Viajando muito, notava a existência de uma grande variedade de marcas, enquanto poucas eram do conhecimento do consumidor. Isso o motivou a reunir e expor o maior número possível de embalagens, tendo também o objelivo de divulgar ao público a importância do produto na tradição, cultura e economia da região Sul do País. No último dia 12 de abril, regstrava 1.614 embalagens em sua coleção, que denomina de "Pesquisa do Design Contemporâneo em Erva-Mate Industrializada" e, montada em 101 painéis, participa de várias exposições.
Entre as embalagens, Tadeu refere algumas com marcas esquisitas, como "Boca Loca" e "Rei da Piriquita".

Tadeu Kokuszka, Curitiba-PR
Possui também a "Mais Uma" e "Mais Essa", com as quais encerra as suas exposições. E, além dos tradicionais recipientes em papel, mostra alguns de plástico (transparente e laminado) e de pano e lata (da Argentina), bem como caixas de papelão e madeira. A maioria das marcas provém das regiões do Alto Uruguai-RS e de Guarapuava-PR. Em relação à apresentação das embalagens, avalia que, de maneira geral, deixam a desejar, considerando que poucas são realmente criativas, identificando a necessidade de incremento no marketing. O técnico continua reforçando a sua coleção, em viagens e contatos com empresas ervateiras e de embalagens e pode ser conta-tado pelo telefone 41 352-1616.

Robson Drachler, Sobradinho-RS
TRADIÇÃO - O outro colecionador, Robson Luiz Drachler (51-7422270), começou a guardar embalagens de erva-mate ainda jovem, em 1982, então com 17 anos. O que no começo era uma maneira de preservar o que tivesse o nome de sua cidade natal, Sobradinho-RS (a primeira marca que guardou foi a "Tabebuia", que já não existe mais, mantendo-se, no entanto, a madeireira que deu origem ao nome), hoje tornou-se um hobby que já reuniu mais de mil embalagens de várias cidades, estados e países, como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile.
Para Robson, "todo colecionador contribui para a história porque é, dessa forma, que muitas vezes, além de se conhecer e explicar o passado, pode-se entender e amar o futuro". Destaca também a importância da iniciativa para a cultura e tradição.
"Muitas marcas, além de serem bonitas, contam a história de cidades, coisas do cotidiano gaúcho, sendo assim também instrumentos culturais". E, paralelamente à coleção de embalagens, também acabou juntando viradores, batedores ou socadores de chimarrão, presenteados por ervateiras e ainda possui uma vasta coleção de LPs do folcrore riograndense.
O comerciante fez a sua primeira exposição na Semana Farroupiiha de 1996, na agência do Banrisul de sua cidade, bem como apresentou a coleção, no mesmo ano, na Festa Estadual do Feijão, que aquele município promove a cada dois anos. Desde então, recebeu a contribuição de muitas pessoas com novas embalagens, as quais procura cadastrar, "passando a ser também colecionadores". Robson, amante das tradições e costumes do Pio Grande, pensa, inclusive, em doar o material, no futuro, a alguma entidade tradicionalista, para que possa divulgá-lo como atração em festivais e outras promoções que realizar.
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