editado em 17/12/2002
por Roberto Cohen
O cavalo verde![]() extraído do livro |
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Joveniano Centeno era flaco de corpo e largo de alardes. Num cair de tarde de quase janeiro, apeou na venda do Noquinha e foi molhar a palavra, como era de costume. Pé no cepo, cotovelo na mesa, por lá foi se ficando numa mais outra. Quando o lusco-fusco já aquietava os cuscos, colocou a bota fora do portal e se deparou com o seu cavalo tordilho, pintado de verde. Respirou fundo e entrou na venda, se plantando embaixo do lampião com pose de quero-quero. - Se tem mãe de respeito, quem fez o desaforo que se apresente - gritou Jovenciano. Lá do fundo da venda, caminhando devagar como quem trafega atoleiro, vem vindo o Salustiano, um aspa-torta com dois metros de altura e "uma feiúra de partir espelho". Vinha limpando as unhas com uma carneadeira luminosa. - Pois o matungo na cor dos campos te serve melhor de montaria, seu maturrango - falou e disse o desabusado. "Bêbado de susto" e atropelo, Joveniano teve apenas tempo de aliviar os acontecidos. - Epa, epa - retrucou. - Eu só vim avisar que a primeira demão já tá seca!
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----- Original Message ----- From: "Mecenas" - mecenase@terra.com.br To: cohen Sent: Monday, December 16, 2002 8:29 PM Subject: En: Permissão para extrair dois textos de "O CAVALO VERDE" Roberto, Sou Editora de Luiz Coronel e a Mecenas Projetos Culturais é uma empresa que visa editar principalmente livros sobre a terra gaúcha. Assisti à sua entrevista no programa "Tempo de Letras" com Luiz Antonio Assis Brasil e então conheci o site "Página do Gáucho". A escolha dos dois causos do livro "O Cavalo Verde" fica a seu critério. Ficamos honrados em participar através da obra literária de Luiz Coronel em seu site. Feliz Natal e próspero 2003. Cordialmente, Nádia Franck Bergman Diretora |