Capítulo XIII
Morte na "Picada das Antas". Anita deixa o Brasil


PERDIDOS NA FLORESTA, MORRERAM MULHERES E CRIANÇAS

Abalado com a triste notícia que havia recebido, no dia 3 de janeiro de 1841, Garibaldi deu início a marcha de retirada, abrindo caminhos e rompendo a densa floresta a golpes de facão, rumo ao norte, subindo a Serra Geral. Em São Francisco de Paula encontraram-se os exércitos republicanos que batiam em retirada, um chefiado por Canabarro e o outro por Bento Gonçalves. Dali em diante, sob um período de chuva e frio que era descomunal para àquela época do ano, deveriam alcançar o planalto, ao sul de Vacaria, onde infletiriam a esquerda, em direção a Passo Fundo. Portanto, seguiram por meio da cerrada mata.


Era de costume que as mulheres acompanhassem as tropas quando as mesmas fizessem longos movimentos, deslocando-se definitivamente. Em sua retaguarda, elas os acompanhavam. Muitas faziam os trabalhos de condutoras das carretas que transportavam as provisões e as tralhas dos soldados. Outras por suas habilidades no manejo de rebanho, vinham conduzindo os animais que davam sustentação alimentar à tropa. Era natural que conduzissem também seus filhos.

Portanto, esta retirada foi geral. Vaqueanos das campanhas planas, quase todos temiam as matas nativas e fechadas, exatamente pela fadiga que representava transpô-la em grandes distâncias, como foi o caso. Após embrenharem-se mata adentro, começaram as dificuldades. Pelos seus acidentes geográficos, formadas por intermináveis sobe e desce de montanhas e vales com constantes travessias de riachos e de rios, acrescido com o intenso frio e chuvas que desciam copiosamente, a ousada travessia, que deveria levar três ou no máximo quatro dias, levou nove intermináveis dias. As dificuldades aumentavam ainda mais pela morosidade do deslocamento de tropas de bois e cavalos.

Logo rarearam suas provisões, e iniciou-se a generalizar a fome. Fazendo com que muitos, exaustos e sem forças para continuarem, perecessem no caminho. As mulheres e as crianças foram as primeiras vítimas, cujos maridos, muitas vezes, tendo que abandoná-las no meio da selva, preferiram sacrificá-las, Outros pararam e ficaram juntos aos seus familiares. Preferiram morrer juntos a separarem-se. Desesperados, depauperados, com fome, frio, e encharcados pelas constantes chuvas que não cessavam, o pânico os fez abaterem seus cavalos para alimentarem-se, que também já começavam a faltar. Para piorar a situação, os batedores reconheceram que haviam-se perdido. Estavam, portanto, à própria sorte.

Sem ter como alimentar-se, Anita viu seu leite materno ir secando gradativamente, definhando o pequeno Menotti, abatido pelo frios das roupas molhadas e pela falta de alimentação. Garibaldi, que ajudava Anita a levar o filho envolto em um lenço pendurado a tiracolo em seu pescoço, resolveu, então, entregar os únicos dois cavalos ainda existente para Anita, mandando-a seguir em frente, juntamente com um diminuto grupo de homens, que facilitaria a marcha, na esperança de que pelo menos ela e seu filho pudessem salvar-se daquele inferno. Quanto a ele retrocederia para tentar ajudar os retardatários, que padeciam ainda mais. Vendo o gesto supremo de seu companheiro, Anita sentiu que dela estava dependendo não apenas a sua vida e a vida de seu filho. Se lograsse atingir mais rapidamente os cimos da serra, Garibaldi e seus homens teriam chances de sobreviverem. Encheu-se de ânimo e partiu na frente, procurando a saída daquele inferno verde.

Aqueles funestos dias seriam lembrados para sempre na memória de quem lá esteve. Garibaldi os registro em suas Memórias. Anita detalhou em carta enviada ao casal Costa, em São Simão, os terríveis momentos e as deprimentes cenas que foi vítima e testemunhou:

"Ao casal Costa. São Gabriel, 10 de março de 1841: Caros amigos, depois das penosas aventuras por que passamos, parece um sonho viver de novo numa casa confortável e poder escrever com calma esta carta que, graças à cortesia do nosso novo amigo Francesco Anzani, espero que chegue até vocês em pouco tempo. Imaginem que Francesco ainda tem paciência para me ensinar ortografia, e eu estudo durante as longas horas de ócio que freqüentemente passamos juntos no conforto dos nossos quartéis de São Gabriel. Estamos todos sãos e salvos, mas só por milagre. ... Quando nos despedimos ... estávamos bem e com saúde, encorajados com a provisão de alimentos que vocês nos quiseram dar e pelos seus votos de boa sorte.

Mas logo a viagem se tomou penosa, por causa das chuvas incessantes. Nunca tomei tanta chuva em toda a minha vida. ... alcançamos as tropas dos farrapos e iniciamos com eles a caminhada em direção das alturas. ... A coluna de companheiros parecia estender-se até o infinito. ... Ministros, parlamentares, funcionários, empregados, artesãos e pobretões, todos fugitivos, com suas famílias e coisas, animais, provisões, armas, munições e até mesmo máquinas para imprimir jornais.

Vocês não imaginam o sofrimento de todos; por causa do terreno totalmente intransitável, era preciso cortar a vegetação densa, metro por metro, a chuva incessante ensopava nossas roupas, os pés gelados escorregavam na lama, de noite tremíamos de frio e nos apertávamos uns contra os outros, como animais, para conseguir um pouco de calor. ...

As reservas de alimentos logo se esgotaram e a caça começou a rarear. Não conseguíamos mais acender fogo, pois a madeira estava toda úmida. Para tornar aceitável algum raro pedaço de carne, nós o colocávamos na garupa do cavalo, sob a cela, até ele cozinhar um pouco com o calor do animal. Depois de atravessar o vale do rio das Antas, começamos a subida.

0 sofrimento aumentou ainda mais, por causa do terreno íngreme e da falta de alimento. Todos sofreram, especialmente as crianças e as mulheres, que, depois de algum tempo, não conseguiam prosseguir. A caminhada era muito difícil e as crianças caíam exaustas. As mães, não querendo largá-las, abatiam-se com elas, apesar de saberem que não teriam como se salvar. Às vezes os homens sem coragem de separar-se dos seus ficavam com eles ou então os matavam, para não entregá-los a uma lenta agonia.

Com um reflexo de horror nos olhos, continuavam a caminhada cada vez mais devagar, conscientes de que logo também cairiam exaustos na lama e seriam cobertos pela densa vegetação. Acho que por muito tempo será possível reconstituir a nossa trajetória pela fila de esqueletos que marcam o caminho.

Com certeza nossas perdas foram mais graves do que aquelas que sofremos nas muitas batalhas de que participei. Durante a subida, eu procurava frutas e raízes para comer, qualquer coisa que me pudesse alimentar, porque meu leite estava diminuindo e Menotti, sob o poncho que o prendia ao meu colo, quase já não tinha forças para chorar. Seus gemidos tornavam-se cada vez mais fracos, a carinha pálida se enrugava, estava sujo, trêmulo e a única coisa que eu podia fazer era soprar por cima dele para lhe dar um pouco de calor.

Eu usava folhas e alguns trapos que restavam para conservá-lo o mais enxuto possível. Nas raras paradas eu lhe dava de mamar. Muitas vezes vi, com dor no coração, alguma outra mulher tirar seu bebê do meio das roupas e encontrá-lo morto. Imaginem minha apreensão... Pela primeira vez senti minhas forças diminuírem e me cansava até por carregar o peso do menino, que afinal só tinha algumas semanas de vida.

Fiquei grata a José, que, voltando-se para ver se eu o estava seguindo, percebeu a minha angústia e quis carregar Menotti, agasalhando-o embaixo do poncho e conservando-o quente com seu bafo por algum tempo. ... Quando mais uma vez a aurora chegou à serra com a sua luz pálida, ele veio até mim. Eu estava deitada, encostada a uma rocha, tentando me proteger do frio de algum jeito. José estava acompanhado de um soldado e trazia duas mulas. Disse para eu partir imediatamente e pôr nosso filho a salvo do outro lado da montanha.

Ele me olhava com aquele jeito de quem não admitia discussão e acrescentou que aquela era a única esperança para Menotti. Devolveu-me o menino depois de beijá-lo carinhosamente. Então me abraçou e me empurrou na direção das mulas, evitando o meu olhar. Ele não quer me mostrar o quanto essa decisão está lhe custando, pensei.

É claro que eu estava sem forças para resistir. Peguei o Menotti, reduzido a um pacotinho, e parti com o soldado, que puxava as mulas com muito esforço, tropeçando nas pedras e nos arbustos que abundavam na vegetação virgem da serra. Eu continuava com a impressão de estar escalando o infinito. À noite, deitamos no chão, amontoados sobre os animais exaustos.

As vezes parecia que eu tinha lâminas fincadas na cabeça, e eu procurava segurar o enjôo que tomava conta de mim no ar rarefeito da montanha. Na tarde seguinte, quando eu já estava achando que se caísse mais uma vez não teria forças para me levantar, notei que o terreno se tornava menos íngreme. Então pude montar em uma mula, e fui revezando, montando ora em uma ora em outra, para elas não desabarem de exaustão. Passamos mais uma noite quase sem dormir, torturados pela fome. Menotti ainda respirava, mas, quando eu tentava dar-lhe de mamar, mal o sentia sugar.

No dia seguinte, enquanto nos arrastávamos mecanicamente, passo a passo, de repente percebi que o terreno formava um suave declive. Olhei ao redor e não consegui acreditar: a floresta tinha quase acabado e à nossa frente estendiam-se colinas e campos cultivados a perder de vista. Caminhamos então em direção a uma fumaça que apareceu ao longe, e finalmente chegamos a um acampamento, onde alguns soldados estavam deitados ao redor de uma fogueira, bebendo de seus cantis. Assim que nos viram, amontoaram-se ao nosso redor para saber quem éramos; pegaram o Menotti, já quase morto, deram-lhe um banho, envolveram-no em roupinhas limpas e lhe deram leite, gota a gota.


Eu também bebi leite de uma tigela fumegante, e aquela me pareceu a bebida mais fina do mundo. Enfim, caros amigos, estávamos salvos. ...Poucos dias depois, o único vestígio do pesadelo eram os meus pés que continuavam sangrando. Ainda tive que mantê-los enfaixados por muito tempo. ... Anita Ribeiro Garibaldi". (63) Assim, tiveram que cruzar diversos rios, sendo mais dificultosas as travessias dos rios Gravatai, Cai e Antas, que avolumados pelas intensas chuvas, impuseram ainda maiores dificuldades.

Quase quarenta anos mais tarde, por onde serpenteia o Rio das Antas, quando iniciou-se a colonização italiana naquelas íngremes montanhas, os feitos desta descomunal travessia seriam lembrados e homenageados seus protagonistas com nomes dos povoados que ali fundaram e hoje são florescentes cidades do Rio Grande do Sul: Farroupilha, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Garibaldi, David Canabarro e outras.



ANITA E OS REPUBLICANOS CHEGARAM EM SÃO GABRIEL

Após passar por Passo Fundo e Santa Maria, a expedição chegou em São Gabriel em meados de março, onde foram construídos e improvisados diversos barracões para abrigo das tropas, o próprio Garibaldi, com auxílio de alguns de seus marinheiros construiu uma cabana, para nela abrigar sua famigliola, a quem passou a dedicar maior atenção, pois haviam apenas exercícios militares de adestramento das tropas, sem qualquer confronto com os inimigos nas cercanias. Assim decorreram semanas, onde nada decidia-se.

A ociosidade fez com que refletisse profundamente sobre a conversa que teve em seu último encontro com Luighi Rossetti. De fato, tinha alistado-se na República Riograndense para servir como marinheiro, para lutar e comandar navios, mas como a República tinha exaurido suas possibilidade de possuir os portos de Laguna e de Rio Grande, que mais um experiente marinheiro podia fazer em terra firme?

Os chefes farroupilhas, passavam por um período de desentendimentos internos, com muitas acusações e intrigas, de cujas discussões Garibaldi esquivava-se, sem tomar qualquer partido. É bem verdade que nas hostes imperiais estava sucedendo o mesmo, mas o fato, deduziu Garibaldi, é que a guerra havia exaurido até os mais graduados oficiais, de lado a lado. E Anita e seu filho, que futuro poderia oferecer-lhes lutando como nômade, por um ideal agora difícil de ser tangido ? É bem verdade que até o presente momento não havia recebido nenhuma paga, e tampouco solicitou qualquer soldo pelos serviços até então prestados, afinal, não era por este motivo que lutava, mas sim pela glória dos ideais mazzinianos e republicanos. Havia anos que não recebia notícias de seus pais.

Anita registrou em suas cartas, que neste período Giuseppe Garibaldi falava freqüentemente sobre eles e os demais familiares, numa clara demonstração de saudades de sua família e de sua terra natal. Nele Anita percebeu, fermentava o desejo de novas ações. A inatividade o angustiava. Mas deveriam ser ações concretas, com objetivos possíveis de serem concretizados. Afinal, se Rossetti tinha razão, porque continuar a permitir que a consciência lhe acusasse por continuar a lutar pela causa que não chegaria a bom termo ?


ANITA MELHOROU SEUS CONHECIMENTOS

Em S. Gabriel, através de mensageiros e de conterrâneos italianos oriundos de Montevidéu, Garibaldi recebeu diversas notícias sobre seus familiares e sobre a situação política pelo movimento da Jovem Itália, no qual havia militado, defendendo a unificação italiana. Também informou-se mais a respeito da Guerra pela independência do Uruguai, que naquele momento lhe estava negando a Argentina. Permitiu-lhes esta longa pausa das atividades militares, que na improvisada residência, aconteceram longas conversas, com alguns de seus patrícios, que oriundos de Montevidéu, além de notícias, traziam para discussão os mais variados assuntos, mas principalmente, sobre o ideal mazziniano de autonomia e do direito dos povos autodeterminarem-se.

Quase dois anos de convivência com Garibaldi deram a Anita inúmeras oportunidades de aprofundar seus conhecimentos. Neste período, teve oportunidade de ouvir e participar das rodas de discussões importantes, que iam das estratégias militares às questões ideológicas que sustentaram o ideal republicano. Aos toscos ensinamentos de seu tio Antônio, que lhe despertou em Laguna sua revolta contra as tiranias, os centralimos, e sua vocação libertária em favor dos oprimidos, Anita teve inúmeras oportunidades de agregar mais conhecimentos, um pouco mais aprofundados, com embasamento mais consistente, em favor da descentralização do poder, das igualdades sociais e em defesa dos direitos das mulheres. Quando chegaram a S. Gabriel, Anita já dominava e entendia a língua italiana. Com a proximidade do Uruguai, e através dos mensageiros que de lá chegaram, teve os primeiros contatos com a língua espanhola.

A ociosidade bélica de Garibaldi durante o tempo passado em S. Gabriel, foi pródiga em ensinamentos para Anita.


GARIBALDI, ANITA E MENOTTI PARTIRAM PARA O URUGUAI LEVANDO 900 BOIS

Em fins de abril de 1841, após diversas semanas de inatividade militar, resolveu, então, pedir dispensa do Exército Republicano, pois pretendia retomar as suas atividades embarcado, ou quanto muito, fixar-se junto a um Porto, onde poderia conviver com o mar, a sua grande paixão de navegador. Anita não obstou, porque a intenção de Garibaldi não era a abandonar definitivamente a causa republicana. A ida para Montevidéu seria temporária, disse-lhe. Assim decidido, procurou o General Bento Gonçalves e expôs-lhe todas as suas angústias, dúvidas e incertezas.

Deste encontro não existem registros oficiais, havendo historiadores que afirmam ter Garibaldi argumentado a Bento Gonçalves que Montevidéu poderia ser uma alternativa para as ligações marítimas da República Riograndense. A maioria, porém, defende a tese de que Garibaldi não partiu para Montevidéu com estas intenções. O que importa, porém é o fato de que desta confabulação, que não teve testemunhas e que durou quase duas horas, ficou definido que Garibaldi partiria com sua mulher e filho, sendo-lhe entregue uma manada de novecentos bois, que deveriam servir para as despesas de manutenção da família, durante os primeiros tempos.

Estava encerrada a participação de Anita e de seu companheiro Giuseppe Garibaldi na Revolução Farroupilha, que continuou por mais quatro anos, terminando apenas em fevereiro de 1845. Iniciada em 1835, durou dez longos anos. Para a paz chegar, cederam ambas as partes, celebrando o Tratado do Poncho Verde. Os farroupilhas depuseram as armas e o Governo Imperial concedeu anistia aos revoltosos farroupilhas, tendo seus oficiais e praças sido incorporados ao exército e mantidas suas patentes. Também as dívidas e os compromissos do Governo Farroupilha foram assumidas pelo Império. Em 1845 a paz foi selada e o Brasil manteve sua unidade territorial.

A viagem para o Uruguai durou exatos cinqüenta dias, transformando o casal em tropeiros de bois. O que inicialmente pareceu-lhes uma fácil empreitada, foi, na verdade um desastre, pois a boiada, quase toda formada por gado alçado, deu-lhes muitos transtornos. As enormes planícies da região sul do Rio Grande do Sul e do Uruguai contribuíram para a viagem, mas ao mesmo tempo dificultaram, pois sendo composta a boiada de gado xucro, não raro aconteceram perdas de animais que afastaram-se da manada e desapareceram pelos campos afora. As diversas travessias de rios causaram a perda de boa parte da boiada. Foi o que aconteceu, principalmente, no cruzamento do Rio Negro, onde perderam cerca de quatrocentas cabeças de gado. A perda destes animais todos deveu-se a diversos fatores, mas o principal foi o pouco interesse com que portaram-se os quatro peões contratados para auxiliar Garibaldi e Anita nesta difícil tarefa.

Sabendo que o casal não retornaria, sentiram a oportunidade de locupletarem-se, fazendo vendas de algumas cabeças pelo caminho a fazendeiros da região. Já em território Uruguaio, estando o gado bastante abatido e magro pela longa tropeada, e alegando que muitos ainda morreriam pelo caminho, os peões induziram o casal a acreditar que seria melhor abater o restante da manada, abandonar sua carne e levar tão somente o couro para ser vendido no Uruguai.

Convencido de que esta seria a melhor solução, assim procederam. Uma outra parte do rebanho foi entregue aos peões em pagamento de seus serviços. Após o abate do rebanho remanescente, Garibaldi e Anita seguiram a viagem sozinhos. Anita, levando seu pequeno Menotti ora a cavalo, ora no único carro de boi que os acompanhou, suportou 50 dias da fadigosa viagem. Chegaram a Montevidéu com apenas trezentos couros de sua manada inicial de novecentos cabeças.

(63)- ANITA GARIBALDI A MULHER DO GENERAL - ANITA GARIBALDI