extraído do jornal Zero Hora
28 de outubro de 2000
Redação de Stefan Ligocki
Fotos de Adriana Franciosi/ZH
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Stefan Ligocki A cerimônia de abertura da 46a Feira do Livro de Porto Alegre, ontem, na Praça da Alfãndega, centro da Capital, foi marcada pelas surpreendentes e incisivas palavras de Barbosa Lessa. A multidão que se aglomerou ao redor do Pavilhão de Autógrafos acompanhou um discurso emocionado do autor homenageado, que afirmou estar sendo reconhecido, pela primeira vez, como um verdadeiro autor. ![]() Amigos: Barbosa Lessa (à direita) recebeu homenagem de Paixão Côrtes, Roque Jacoby e tradicionalistas que vieram de Canguçu Inicialmente prevista para ocorrer no palco principal, a solenidade de abertura foi transferida para o Pavilhão de Autógrafos devido à grande quantidade de autoridades presentes - entre elas, governador Olívio Dutra e a primeira-dama, Judite Dutra, o secretário estadual da Cultura, Luís Paulo de Pilla Vares, o prefeito Raul Pont e o embaixador da França no Brasil, Alain Rouquier. Depois de pedidos de desculpas por alguns tropeços de protocolo na apresentação das autoridades e da execução dos hinos da Frnaça e do Brasil, o presidente da Câmra Rio-Grandense do Livro, Paulo Fávio Ledur, iniciou a cerimônia. Afirmou que a feira vai proporcionar ao público a possibilidade de contato direto com a leitura. - Nenhum povo pode atingir o desenvolvimento sem o livro, assim como não há povo livre sem livro - sintetizou Ledur. Patrono diz que ficou "bobo de feliz" O patrono da feira do livro do ano passado, Décio Freitas, ressaltou a amplitude da festa antes de introduzir o patrono deste ano, Luís Carlos Barbosa Lessa. Em um discurso carregado de emoção, Lessa lembrou a infância - "e a imensa atração pelas prateleiras da Livraria do Globo" - e o início de sua produção literária. O patrono assumiu um tom sério ao agradecer a homenagem, enfatizando que quem se dedica ao tradicionalismo, como ele, geralmente não é lembrado como escritor, e sim como folclorista. - Na 24a Feira do Livro, há 22 anos, o Walter Spalding foi saudado como patrono, mas havi amorrido dois anos antes. Hoje, me sinto bobo de feliz por ser reconhecido como escritor ainda vivo - afirmou Barbosa Lessa, sendo aplaudido imediatamente. O patrono disse que a homenagem que recebe é um estímulo aos autores que escrevem e pesquisam sobre o tradicionalismo e agradeceu a presença dos tradicionalistas Alberto de Oliveira e Moacir Moreira de Matos, do Piquete Barbosa Lessa, que vieram de Canguçu especialmente para acompanhar a cerimônia de abertura da feira. |