Foi animada e musical a
apresentação, ontem, da programação da 46ª Feira do Livro de Porto Alegre, que
ocorre de 27 de outubro a 15 de novembro na Praça da Alfândega.
Até o patrono Barbosa Lessa
cantou ao microfone parte do jingle da campanha que incita a visitar a feira
com o slogan Ler é Prazer.
O divertimento desta vez
será prolongado: 20 dias com as cerca de 200 barracas de livreiros, editores e
distribuidores funcionando das 13h às 21h. A área coberta na praça cresceu
para 6,2 mil metros quadrados, novos canteiros de flores ganharam proteção, e
os estandes internacionais vão ocupar uma área extra na travessa entre o
Memorial do Rio Grande do Sul e o banco Meridional. Resultado: são 8 mil
metros quadrados de incentivo à leitura.
– Chegamos ao limite do
espaço – disse Paulo Flávio Ledur, presidente da Câmara Rio-Grandense do
Livro, que promove o evento. – Ou fazemos a praça crescer ou teremos que subir
nas árvores.
Ledur divulgou números da
programação cultural paralela à venda dos livros que transformam a feira no
maior, e mais democrático, evento cultural do Estado. Serão 520 sessões de
autógrafos e mais de mil autores em contato com o leitor. Os debates, as
palestras e os seminários, no Clube do Comércio e no Memorial, serão 126 ao
todo, reunindo 245 autores: a maioria gaúchos, dezenas de outros Estados –
Carlos Heitor Cony, Wally Salomão, Miltom Hatoum e Nelson Motta – e 34
estrangeiros, entre eles o compositor francês Yves Simon e Alicia Ortiz, da
Argentina, que lança A Mulher da Cor do Tango. Os shows de música, teatro e
saraus somam 144.
Uma novidade em relação a
1999 é o Labirinto da Palavra, para adolescentes, que vai promover o concurso
Habitasul Revelação Literária na Feira. Os trabalhos poderão ser inscritos na
feira ou pela Internet (www.palcohabitasul.com). Entre os jurados, estão Lya
Luft e Moacyr Scliar. O novo espaço vai reunir poetas, historiadores,
cronistas e músicos para conversar com o público, em sessões a partir das
15h.
A programação do país
homenageado, a França, inclui o espetáculo Camille Claudel no Teatro da Ospa,
dia 26, às 20h, os ciclos Diálogos Culturais França-Brasil e de documentário e
cinema francês, além de debates com autores como Pierrete Fleutiaux, Jean
Soublin e Emmanuel Lepage, autor de histórias em quadrinhos. Filmes e
palestras também vão lembrar os 125 anos da colonização italiana.