extraído da revista VOX
outubro de 2000
revista gentilmente enviada por Elizabeth Kasper

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A indicação de Barbosa Lessa para patrono da Feira do Livro deste ano, pondo fim à polêmica mudança de critérios para a escolha do patronato do evento, foi uma saída emergencial, mas sensata. Era preciso esvaziar o debate belicoso, às vezes áspero, que se formou, debate durante o qual nomes como Sergio Faraco, Tabajara Ruas, Ruy Carlos Ostermann e outros declinaram da disputa proposta pela Câmara Rio-grandense do Livro, disputa por voto popular. A nova medida - de imediato rechaçada - propiciaria que alguns escritores fizessem campanha, descaracterizando a natureza da homenagem contida na escolha antes feita somente pela entidade. Com a desistência da mudança de critérios, com a manutenção da form aantiga e já consagrada, e sobretudo com a feliz escolha de um homem responsável pela cristalização de um conceito de cultura de imediata identificação com as raízes gaúchas, ganha o Rio Grande do Sul, que na obra do autor de Rodeio dos Ventos transforma-se em cenário e motivo de uma literatura de altíssima qualidade, literatura que bebe do folclore, sim, e que, melhor ainda, vai além dele. |